Petrobras Superou Consenso de Lucro Líquido e Dividendos
A Petrobras (PETR4) reportou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, resultado acima da expectativa do mercado, que projetava R$ 50,8 bilhões. Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pela produção recorde de petróleo e derivados, pelos preços mais elevados do Brent e pela forte geração de caixa.
O conselho de administração também aprovou R$ 17,4 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio referentes ao período. A Petrobras registrou receita líquida de R$ 169,5 bilhões no trimestre e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 93,8 bilhões.
Desconsiderando eventos exclusivos, o Ebitda alcançou R$ 100,6 bilhões, enquanto o lucro líquido passou de R$ 52,4 bilhões para R$ 55,8 bilhões. O consenso de mercado projetava receita líquida de R$ 169,6 bilhões, Ebitda ajustado de R$ 92,6 bilhões e lucro líquido de R$ 50,8 bilhões.
Na comparação, a companhia entregou receita praticamente em linha com as estimativas e superou as expectativas para Ebitda e lucro líquido. “Os recordes operacionais que alcançamos neste segundo trimestre nos levaram a um dos maiores resultados financeiros trimestrais da série histórica da Petrobras. O aumento do volume de produção de óleo e de derivados, combinado ao Brent mais alto, fortaleceu nossa geração de caixa”, afirmou o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Fernando Melgarejo.
O refino também contribuiu para o desempenho. A Petrobras atingiu fator de utilização das refinarias (FUT) de 101,2%, recorde para a companhia, elevando em 5,6% a produção de derivados e mantendo 68% do mix concentrado em produtos de maior valor agregado, como diesel, gasolina e querosene de aviação (QAV).
Segundo a empresa, a maior produção permitiu ampliar as exportações e reduzir a necessidade de importação de derivados, favorecendo os resultados do trimestre. Os custos e despesas operacionais somaram R$ 26,5 bilhões no trimestre, alta de 44% sobre os três meses anteriores.
Ainda assim, o avanço da produção e dos preços do petróleo levou o lucro bruto a R$ 98,3 bilhões, crescimento de 64,9% na mesma base de comparação. No resultado financeiro, parte do ganho operacional foi compensada pelo aumento da despesa tributária, principalmente em razão do imposto sobre exportação de petróleo, e pelo menor ganho com variação cambial.
A dívida bruta caiu para US$ 70,8 bilhões, ante US$ 71,2 bilhões no trimestre anterior, enquanto a dívida líquida recuou para US$ 60,4 bilhões, frente a US$ 62,1 bilhões, refletindo a forte geração de caixa e a amortização de financiamentos.
O fluxo de caixa operacional atingiu R$ 61,8 bilhões, enquanto o fluxo de caixa livre somou R$ 38,6 bilhões. Segundo a companhia, os recursos foram direcionados principalmente para investimentos, amortização de dívidas e remuneração aos acionistas, o que também sustentou a aprovação de bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio.
Com informacoes de Money Times.

