Palmeiras testa plano de Leila e sonho de Abel contra o Cerro Porteño
Palmeiras enfrenta o Cerro Porteño nesta quarta‑feira, às 19h (horário de Brasília), na Nueva Olla, em Assunção, com a vaga nas quartas‑de‑final da Libertadores e a pressão de uma sequência negativa da temporada em jogo.
O confronto serve de palco para duas diretrizes que têm guiado o clube: o plano da presidente Leila Pereira para o encerramento de seu mandato e o sonho do técnico Abel Ferreira de conquistar novamente a América.
Leila, reeleita e com mandato até o fim de 2027, já anunciou que não concorrerá a nova eleição; por isso, a Libertadores se tornou a meta principal da reta final de sua gestão. Para manter o elenco competitivo, ela evitou a saída de jogadores-chave e buscou reforços pontuais no mercado.
Abel Ferreira nunca escondeu o desejo de repetir o título de 2021. Após a derrota para o Flamengo na temporada anterior, a avaliação interna apontou falta de experiência e maturidade – pontos que o próprio treinador destacou como ausentes na eliminação do ano passado.
Para suprir essas lacunas, o Palmeiras contratou Marlon Freitas, Jhon Arias e o atacante Barboza, este último o reforço mais recente, visando dar ao grupo a “casca” necessária para a competição continental.
O empate no jogo de ida, realizado em São Paulo, deixou a disputa sem margem de alívio: para avançar, o Verdão precisa vencer em Assunção. O elenco de 2026 é considerado internamente o mais forte da era Abel.
O clube recusou propostas que giravam em torno de R$ 300 milhões por Allan e Flaco López, jogadores considerados peças fundamentais, decisão que tem reflexo direto nas contas.
Financeiramente, o Palmeiras chegou ao meio do ano ainda distante da meta de vendas de R$ 399 milhões prevista para o final de 2026, contando também com as premiações das competições para reduzir a diferença.
Um título da Libertadores pode gerar até R$ 150 milhões. Até o momento, a competição já rendeu ao clube R$ 16,84 milhões e, se avançar às quartas, garante mais R$ 9 milhões em premiação.
Uma vitória reforçaria a convicção da diretoria no caminho escolhido e daria lastro ao discurso de que o elenco foi montado para competir no mais alto nível; uma eliminação aumentaria a pressão sobre um grupo construído para voltar a brigar pelo principal título do continente.
Ao receber a homenagem de maior campeão entre técnicos no clube, Abel declarou: “Eu tenho um sonho de voltar a ganhar a Libertadores. Ano passado bateu na trave e sabemos por quê. Este ano vamos tentar novamente. Não posso prometer títulos, mas gosto de sentir esse prazer, esse sabor, e isso nos move.”
Leila frisou que o treinador só deixaria o cargo “quando quiser” e, nos últimos dias, defendeu o técnico e o elenco em meio à sequência negativa. Contudo, caso haja eliminação, o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, ainda em disputa, passarão a ter peso de obrigação.
A situação atual é a pior da temporada: apenas três pontos no Brasileirão e quatro partidas sem vitória. A última vitória ocorreu no início do mês, com 3 a 0 sobre o Fortaleza, no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.
Assim, o duelo de volta, às 19h na Nueva Olla, representa o momento de maior tensão da campanha palmeirense até agora. Os torcedores podem acompanhar tudo pela Globo, SporTV e GE.
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Com informacoes de ge.

