Os 10 Piores Jogos do Atari 2600: Uma Viagem ao Passado

Por Cosmo Ricardo Nunes em Rio Verde, GO 02/08/2026 07:00
Os 10 Piores Jogos do Atari 2600: Uma Viagem ao Passado

Foto: dos piores jogos do Atari

O Atari 2600 trouxe muitas pérolas e foi extremamente popular durante os anos 1980, mas ainda assim teve jogos horríveis que foram falhas comerciais gigantescas. É importante lembrar que o console, apesar de ser um sucesso indiscutível, provocou a primeira grande ruptura no mercado de videogames já registrada.

Um dos jogos mais odiados da época foi E.T. The Extra Terrestrial (1982), uma verdadeira tragédia em formato de jogo. A adaptação foi feita em poucas semanas, com um gameplay desastroso e pouca criatividade. O projeto foi tão ruim que afundou a Atari e levou seus cartuchos a serem enterrados no deserto do Novo México.

Outro jogo que se destaca por sua má qualidade é O Sssnake (1982), que pega inspiração em Centipede para sua jogabilidade, mas a sua execução consegue estragar toda a experiência para quem acredita que terá uma dinâmica similar. Você controla um bloco que deve atirar em cobras e monstros que transitam pelo cenário. Contudo, muitos deles se movimentam bem mais rápido do que você pode se mover, o que deixou muitos jogadores frustrados.

Flag Capture (1978) traz uma proposta completamente diferenciada: você tinha de encontrar bandeiras, de acordo com as pistas que eram apresentadas. Além de trazer dicas terríveis, existiam bombas espalhadas pelo cenário e um modo que fazia seu objetivo se mover — ou seja, você tinha de apertar o botão quadrado por quadrado para encontrá-la. Chatíssimo.

Não vamos mencionar a parte polêmica de Custer’s Revenge (1982), mas é importante lembrar que seu gameplay também era uma verdadeira abominação. Para chegar na vítima, você tinha de desviar de flechas e pular sobre cactos. Porém, só podia se movimentar para as laterais — o que gerava bastante inconveniência e tornou o título mais infame do que ele já era.

Em Dishaster (1983), você controla uma jovem no Atari 2600 e seu trabalho é equilibrar pratos em hastes. Porém, apesar de a proposta ser interessante, na prática ela é monótona e sem graça. Não há trilha sonora, detalhes no fundo, os discos não se equilibram adequadamente e tudo costuma acabar rápido demais. Ou seja, não há tempo nem para começar a se divertir.

Quando se fala nos piores jogos lançados para o Atari 2600, Mr. Do’s Castle (1984) entra como um dos ports mais tenebrosos daquela plataforma. Ele veio direto dos arcades, mas diferentemente do original, você tem uma caixa de colisão incompreensível e o título sofre com diversos bugs: como o desaparecimento do personagem principal enquanto sobe as escadas.

Ainda que os títulos do console costumassem ser simples, Star Ship (1977) atingia outro nível de facilidade. Na aventura, você controlava uma nave para cima e para baixo e atirava. Fim. Existiam inimigos que não traziam desafio algum, assim como objetos para se desviar no cenário, mas o objetivo era chegar do ponto A ao ponto B antes da contagem regressiva acabar e pronto.

Um dos maiores sucessos dos fliperamas, Pac-Man (1982) mostrou como não se portar um jogo para o Atari 2600. Ele tinha o visual diferente, os elementos da tela também não eram os mesmos dos arcades e parte do encanto se perdeu na versão. Nem mesmo os icônicos fantasmas foram poupados e não tinham metade do carisma visto nas máquinas originais.

Outros jogos que também se destacam por sua má qualidade são Karate (1982), Fire Fly (1983) e Sneak ‘n Peek, que mostram como os desenvolvedores da época não conseguiam criar experiências satisfatórias para os jogadores.

Com informacoes de Canaltech.

Cosmo Ricardo Nunes

Sobre o Autor: Cosmo Ricardo Nunes

Cosmo é o olho do MOTNAF.NEWS voltado pro infinito. De lançamentos da NASA e SpaceX a buracos negros, eclipses, missões a Marte e as descobertas que mudam nossa visão do universo, ele traduz o que rola lá em cima numa linguagem que qualquer terráqueo entende. Se aconteceu no espaço, o Cosmo já está de telescópio apontado.