Operário-PR propõe R$ 2,213,747 para recomprar 10% dos direitos econômicos da SME no bloco FFU

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 31/08/2026 20:20
Operário-PR propõe R$ 2,213,747 para recomprar 10% dos direitos econômicos da SME no bloco FFU

Foto: via UOL

O Operário-PR protocolou nesta data uma petição ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) solicitando a recompra dos direitos econômicos e comerciais que foram negociados com a Sports Media Entertainment (SME), empresa investidora do bloco Futebol Forte União (FFU). O valor indicado na solicitação é de R$ 2.213.747, correspondente à participação de 10% que pertence à SME.

Mesmo com a intenção de readquirir a fatia detida pela investidora, o clube deixou claro que não pretende abandonar o bloco comercial da FFU. O Operário afirma reconhecer as vantagens da negociação conjunta dos direitos e deseja permanecer ao lado dos demais clubes que compõem o arranjo coletivo.

A SME respondeu que a proposta de recompra ultrapassa a relação bilateral entre clube e investidor, pois altera uma estrutura coletiva que reúne 31 clubes associados ao FFU, além de investidores, e envolve regras comuns de governança, obrigações e exploração comercial. Por esse motivo, a empresa entende que os efeitos da operação precisam ser avaliados em relação ao conjunto do condomínio.

Gabriel Lima, administrador do condomínio, explicou que a Convenção, especificamente na Cláusula 6.4, não prevê mecanismo de recompra pelos clubes nem atribui à administradora competência para reconhecer, calcular ou operacionalizar tal operação. Ele destacou que, embora a administradora tenha conhecimento do contrato de investimento, nem o Condomínio Forte União nem sua administradora são partes do referido contrato, sendo a FFU a única interveniente.

Para determinar o montante solicitado, o Operário-PR considerou os valores efetivamente desembolsados pela SME na aquisição dos direitos, aplicando juros de 100% da taxa CDI mais 4% ao ano, calculados pro rata die entre a data de cada desembolso e a data do pagamento. Essa metodologia resultou no valor exato de R$ 2.213.747.

O clube ainda citou o exemplo do Corinthians, que migrou para o bloco em 2024 sem ceder ao investidor qualquer percentual dos seus direitos, para reforçar que a participação no arranjo comercial não depende da titularização de frações pelos investidores.

A SME manifestou estranhamento ao fato de a proposta ter sido enviada diretamente ao Cade, argumentando que a discussão envolve interpretação contratual, definição de preço e execução de instrumentos privados que devem ser resolvidos pelos mecanismos previstos nos próprios documentos jurídicos. Segundo a empresa, a análise do Cade deve permanecer concentrada nos aspectos concorrenciais da estrutura.

O Operário-PR já havia encaminhado notificações extrajudiciais à SME solicitando resposta sobre o valor de recompra, mas não obteve retorno. Além disso, o clube apresentou ao Cade um documento da administração do condomínio que afirma não existir mecanismo de recompra, uma vez que a administradora não fez parte do contrato de venda de direitos.

Com a petição protocolada, o Operário-PR reafirma que a recompra visa apenas recompor a titularidade integral dos seus direitos econômicos, sem retirar o clube da comercialização conjunta nem o opor a quaisquer participantes do bloco.

Com informacoes de UOL.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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