Operação desmantela esquema de roubo de medicamentos de câncer no Brasil
A polícia prendeu Stefano Montovani Fernandes, apontado como chefe de um esquema de roubo de medicamentos oncológicos, durante a Operação Metástase. Os medicamentos roubados, avaliados em R$ 4,6 milhões, eram revendidos para hospitais públicos e privados.
De acordo com a Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DRFC-Cap), a quadrilha contava com o apoio da facção Terceiro Comando Puro (TCP), movimentou cerca de R$ 33 milhões em 1 ano e usava empresas de fachada para recolocar os produtos roubados no mercado. Até a última atualização, 5 pessoas haviam sido presas.
Os medicamentos encontrados no Jaguar de Stefano Montovani Fernandes foram roubados no dia 8 de julho, em Santo Antônio de Posse (SP). O carro foi apreendido na casa de Stefano, em Santo André. A polícia chegou à origem da carga após rastrear os medicamentos e identificar que eles pertenciam ao lote levado no roubo registrado na cidade do interior paulista.
A operação foi realizada em 4 estados, incluindo o Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará, com o apoio das unidades policiais de cada estado. Foram expedidos 5 mandados de prisão preventiva e 97 de busca e apreensão. Foi pedido o bloqueio de R$ 30 milhões em contas bancárias, além do sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens e valores utilizados pelo bando para ocultar o patrimônio.
Os agentes identificaram diferentes núcleos, cada um responsável por uma etapa da operação: logístico-financeiro intermediário; armazenamento, fracionamento e envio dos medicamentos roubados; e receptação final. As investigações apontaram que 25 empresas de fachada, distribuídas entre os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará, integravam a engrenagem financeira da organização criminosa.
Os medicamentos eram revendidos tanto para hospitais privados quanto, em alguns casos, para instituições públicas de saúde, por meio de processos licitatórios na modalidade de tomada de preços. A Polícia Civil afirmou que o esquema “representa uma grave ameaça não apenas ao patrimônio, mas também à saúde pública”.
Com informacoes de G1 Goiás.

