Novo CEO da CSN planeja vender ativos de cimento e siderurgia para reduzir dívida
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), identificada na B3 como CSNA3, está sob a direção do recém‑nomeado CEO Fabio Schwartzman, que deve tomar decisões nos próximos dias sobre a alienação de dois ativos estratégicos.
O primeiro ativo em negociação é a divisão de cimento da empresa, CSN Cimentos. A chinesa Huaxin apareceu como a favorita após concluir a estruturação de um consórcio de bancos internacionais para financiar uma possível compra avaliada em R$ 11 bilhões. Na disputa também permanecem a Votorantim e a italiana Cementir, que ainda manifestam interesse.
O segundo ponto em pauta refere‑se à venda de ativos siderúrgicos da CSN localizados na Alemanha, operação que poderia gerar aproximadamente R$ 1,5 bilhão em receitas.
Essas movimentações surgem depois que a companhia encerrou o segundo trimestre de 2026 com dívida líquida de R$ 42,1 bilhões e uma alavancagem de 3,49 vezes, números que têm pressionado o mercado por medidas de desalavancagem.
A entrada de Schwartzman no comando, substituindo Benjamin Steinbruch, foi bem recebida pelos investidores. Em relatório, o banco de investimentos BTG Pactual qualificou a mudança como "inesperada, mas bem‑vinda", destacando que o executivo tem passagem por Vale, Klabin e Ultrapar e entende as ações necessárias para restaurar a confiança dos acionistas. O banco apontou ainda que, além da possível ênfase em desalavancagem, a nova gestão deve trazer maior clareza na estrutura de liderança e no planejamento sucessório, temas que já figuram no debate entre analistas.
Com informacoes de Money Times.

