NASA retoma operação de dois instrumentos do Swift enquanto enfrenta risco de reentrada
A NASA conseguiu reativar dois dos três instrumentos que compõem o observatório espacial Neil Gehrels Swift, buscando extrair o máximo de valor científico antes que o satélite seja novamente arrastado pela atmosfera nos próximos meses.
Desde fevereiro, os sensores foram desligados numa estratégia para reduzir o arrasto atmosférico e prolongar a vida orbital enquanto a agência preparava uma missão de resgate; porém, o plano não evoluiu como esperado.
A operação de “socorro” seria conduzida pela empresa Katalyst Space, que pretendia usar a espaçonave LINK para impulsionar o Swift a uma órbita mais alta. Problemas nos sistemas de propulsão e de controle de atitude da nave receptora tornaram a manobra inviável, levando a NASA a anunciar, em agosto, que desistiria de tentar alterar a trajetória do telescópio.
Lançado em 2004, o Swift foi concebido para observar explosões de raios‑gama — as mais energéticas do Universo — e, ao longo de mais de duas décadas, passou a monitorar também emissões de raios‑X, ultravioleta e luz visível, além de gerar alertas que permitem a coordenação de observações por outros satélites e por instalações terrestres.
Atualmente, apenas os instrumentos de luz ultravioleta e de raios‑X permanecem operacionais, mas o satélite está perdendo cerca de 300 km de altitude e deve atingir esse declínio em, no máximo, dois meses. A expectativa é que a maior parte da estrutura se desintegre durante a reentrada, com os fragmentos que sobreviverem caindo no oceano.
Enquanto o fim da missão se aproxima, o Swift continua a vigiar o céu, lembrando que, como já destacamos em nossa cobertura sobre o telescópio James Webb, os observatórios espaciais ainda são fundamentais para capturar eventos cósmicos que escapam ao alcance dos olhos humanos.
Com informacoes de Canaltech.

