NASA Admite que Trajes Lunares Seriam Um Perigo para Astronautas em Marte

Por Cosmo Ricardo Nunes em Rio Verde, GO 01/08/2026 08:01
NASA Admite que Trajes Lunares Seriam Um Perigo para Astronautas em Marte

Foto: via Olhar Digital

A NASA desenvolveu o traje espacial mais avançado já criado, o Exploration Extravehicular Mobility Unit (xEMU), para as missões Artemis na Lua. O traje é uma maravilha da engenharia moderna, resiste a grandes diferenciais de pressão, permite ampla mobilidade e é modular. Mas na gravidade de Marte, que é apenas 1/3 da terrestre, o mesmo traje pesaria 64 kg extras para o astronauta que o vestisse.

Isso representa um problema significativo, pois o limite máximo para carregamento de cargas estabelecido pelo Instituto Nacional de Saúde Ocupacional dos EUA é de 23 kg. Além disso, os trajes espaciais têm uma vantagem: sua pressão interna funciona como um balão, aliviando cerca de 22 kg do peso sobre os ombros do astronauta.

Como resultado, os engenheiros calcularam que o peso máximo absoluto de um traje para Marte seria de 104 kg, representando uma redução de 40% em relação ao xEMU atual. Esse novo traje recebeu a sigla MxEMU (Mars Exploration Extravehicular Mobility Unit).

Os engenheiros também identificaram o cenário de emergência que preocupa: se um rover não pressurizado quebrar a quilômetros do habitat, os astronautas precisarão voltar a pé com o traje. Com o xEMU atual, carregar 64 kg extras em Marte tornaria essa caminhada de emergência extremamente arriscada – ou impossível.

A solução proposta é abandonar a modularidade do xEMU e voltar à arquitetura integrada dos trajes da era Apollo, em que os componentes acumulavam funções estruturais para economizar peso. No entanto, os trajes Apollo toleravam apenas uma falha simultânea – enquanto o xEMU tolera duas.

É o tipo de troca que engenheiros terão que enfrentar antes que qualquer humano pise em Marte.

Com informacoes de Olhar Digital.

Cosmo Ricardo Nunes

Sobre o Autor: Cosmo Ricardo Nunes

Cosmo é o olho do MOTNAF.NEWS voltado pro infinito. De lançamentos da NASA e SpaceX a buracos negros, eclipses, missões a Marte e as descobertas que mudam nossa visão do universo, ele traduz o que rola lá em cima numa linguagem que qualquer terráqueo entende. Se aconteceu no espaço, o Cosmo já está de telescópio apontado.