Museu do Holocausto e Federação Israelita rebatem acusação de 'vitimismo' ao Diário de Anne Frank feita por jovem brasileira
Uma adolescente brasileira gerou polêmica ao rotular o Diário de Anne Frank como o "pior livro" e justificar a escolha ao considerá‑lo "vitimista". A declaração foi feita nas redes sociais e rapidamente se espalhou.
A posição da jovem provocou forte reação de leitores, historiadores e criadores de conteúdo, que apontaram a falta de conhecimento sobre o contexto histórico da obra e a ausência de empatia diante do relato de sofrimento.
Em resposta, o Museu do Holocausto e a Federação Israelita publicaram pronunciamentos nas mesmas plataformas, enfatizando que o diário registra a experiência de uma jovem perseguida pelos nazistas durante o Holocausto.
As instituições ressaltaram que relatar uma vivência de dor não transforma a vítima em uma identidade fixa. Anne Frank era uma judia de 13 anos que, durante a ocupação nazista de Amsterdã, Holanda, ficou escondida por aproximadamente dois anos.
O diário foi escrito entre 12 de junho de 1942 e 1º de agosto de 1944. Poucos dias após o término da escrita, o esconderijo foi descoberto pela polícia nazista, após denúncia anônima.
Desde então, o livro tornou‑se um dos maiores documentos históricos e um símbolo global de resistência contra a intolerância.
Com informacoes de O GLOBO.

