Moradores de Palhoça recorrem a aspirador e até a própria boca para extrair água de tubulações danificadas

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 11/09/2026 21:20
Moradores de Palhoça recorrem a aspirador e até a própria boca para extrair água de tubulações danificadas

Foto: via G1

Moradores da comunidade Frei Damião, situada no bairro Brejaru, em Palhoça, na Grande Florianópolis, estão sem água há aproximadamente um mês e têm recorrido a soluções improvisadas para suprir necessidades básicas como lavar roupa, louça e usar o banheiro.

Uma das residentes, Sandra de Garais, conecta a mangueira de um aspirador de pó diretamente ao cano que ainda contém água residual e aciona o aparelho para sugar o líquido, transferindo-o para garrafas plásticas e bombonas; o método permite encher recipientes suficientes para as tarefas domésticas, embora a água não seja potável.

A vizinha Joselei Tomazini adotou outra estratégia: utiliza a própria boca para aspirar a água, acoplando mangueiras ao cano e criando sucção manual para extrair o líquido, procedimento que ela descreve como difícil e insuficiente para atender a todas as demandas da família.

A escassez afeta cerca de cem famílias da região, que precisam carregar recipientes por cerca de um quilômetro até uma praça do bairro, reaproveitar água da chuva ou tomar banho no local de trabalho, situação que tem impactado trabalhadores, idosos e crianças.

O problema teve origem nas obras iniciadas pela concessionária Águas de Palhoça na Rua Jackson Alexandre, quando a empresa começou a escavar para regularizar a rede de abastecimento. Durante as escavações, tubulações antigas foram danificadas; embora novos canos estejam expostos ao longo da via, as ligações residenciais ainda não foram concluídas até a quinta‑feira (dia 10), deixando a comunidade sem acesso ao serviço.

A Águas de Palhoça informou que não há registro de reclamações formais referentes ao trecho nos seus sistemas de atendimento e que a obra se trata da primeira implantação de rede de água regularizada na região, exigindo etapas técnicas para garantir qualidade e segurança, o que impede a definição de um prazo curto para conclusão.

Segundo a concessionária, a previsão de entrega da obra foi comunicada como sendo para fevereiro, mas a empresa não especificou um cronograma definitivo e afirmou estar trabalhando para acelerar o andamento dos trabalhos.

Moradores, como Adriana dos Santos Oliveira, manifestam insatisfação e cobram que a obra seja concluída antes de fevereiro, alegando que desejam ter água para pagar a conta e exercer o direito básico ao abastecimento, ressaltando que a falta de água não é culpa dos residentes.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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