Ministro Toffoli suspende campanha digital de Renan Santos e Aroldo Medina por atraso na declaração de perfis nas redes sociais
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Dias Toffoli, decidiu neste domingo (30) suspender a campanha digital da candidatura de Renan Santos à Presidência da República, bem como a do candidato a vice, Aroldo Medina, do partido Missão. A decisão foi tornada pública na segunda‑feira (31).
Conforme a legislação eleitoral, os candidatos devem comunicar à Justiça Eleitoral, no ato de registro, todas as contas de redes sociais que serão utilizadas para veicular propaganda. No caso da chapa, parte das contas foi informada apenas 12 dias após o pedido de registro, o que o ministro qualificou como "omissão estratégica".
Toffoli explicou que a entrega fora do prazo dificulta a fiscalização da propaganda digital e pode permitir que perfis circulem nas plataformas sem a devida vinculação oficial, escapando ao controle legal. Segundo o ministro, "as redes não informadas beneficiam‑se de algoritmos opacos e se furtam ao controle social e legal".
O magistrado ressaltou ainda que a campanha eleitoral tem duração aproximada de 45 dias e que as redes sociais possibilitam a disseminação contínua e de grande alcance de conteúdo político. Por esse motivo, considerou que a permanência de canais não identificados oficialmente poderia gerar vantagem indevida a qualquer candidatura.
Com base nesse entendimento, a suspensão abrange a propaganda eleitoral nos perfis que não foram declarados ao TSE, os repasses do Fundo Eleitoral e a participação dos candidatos em debates de rádio, televisão, podcasts e demais meios de comunicação.
Até o momento, Renan Santos não se manifestou publicamente sobre a medida e programou uma coletiva de imprensa para a segunda‑feira, em São Paulo. A decisão também se aplica a Aroldo Medina.
Vale lembrar que, como já mostraram nossas coberturas anteriores, Renan Santos tem enfrentado outras questões jurídicas, incluindo a ação do presidente Lula contra ele e Ronaldo Caiado por suposta ofensa à honra, e a indicação de Amanda Vettorazzo para a Secretaria‑Geral da Presidência, caso vença a eleição.
Com informacoes de G1 Política.

