Milei Critica Lula em Rede Social em Meio a Crise Diplomática
O presidente da Argentina, Javier Milei, lotou seu perfil em uma rede social com publicações críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após chamar Lula de ladrão, presidiário e 'lixo socialista' durante o lançamento da candidatura de seu aliado, o senador Flávio Bolsonaro, em São Paulo.
Ao longo de 2023, Milei se referiu ao petista como comunista e corrupto, o que causou distanciamento entre os dois. Em junho de 2024, Lula sugeriu que seu homólogo pedisse desculpas, ao que o argentino respondeu que havia coisas mais importantes do que 'o ego inflado de algum esquerdinha'.
Outro episódio relembrado pelos seguidores de Milei foi a visita de Lula à sua aliada, a ex-presidente Cristina Kirchner, em prisão domiciliar, em julho do ano passado. O ministro do STF Alexandre de Moraes, chamado de 'lixo careca' por Milei, não permitiu que o presidente argentino visitasse Bolsonaro em Brasília, também em prisão domiciliar.
A deputada e correligionária de Milei, Lilia Lemoine, afirmou: 'Lula é um ex-presidiário e, quando veio à Argentina, visitou um antigo companheiro de cela que também estava na prisão'. Ela também mencionou o caso de Agostina Páez, que foi presa no Brasil após imitar um macaco durante uma discussão com homens negros no Rio de Janeiro.
Com a crise, a convivência protocolar que ambos os líderes vinham mantendo ao longo dos últimos dois anos está abalada. Após os comentários de Milei, o Itamaraty convocou o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, e o representante de Brasília em Buenos Aires, Julio Bitelli, para prestar esclarecimentos.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, chamou Milei de palhaço ao rebater críticas à economia brasileira. Autoridades argentinas não reagiram especificamente à fala de Durigan, e a assessoria da Casa Rosada não comentou após questionamento da reportagem.
No entanto, o chefe de gabinete argentino, Diego Santilli, tentou minimizar os comentários de Milei, afirmando que 'eles vieram aqui fazer campanha e disseram barbaridades do presidente' e que 'a Argentina tem uma história, uma tradição de relações econômicas entre empresas, no setor privado, que continua se desenvolvendo a todo vapor'.
Com informacoes de Folha de S.Paulo.

