Meta testa robôs em data centers dos EUA e desperta debate sobre empregos

Por Theodoro Augusto Martins em Rio Verde, GO 13/09/2026 20:00
Meta testa robôs em data centers dos EUA e desperta debate sobre empregos

Foto: via Olhar Digital

A Meta começou a testar robôs para executar tarefas operacionais de manutenção em seus data centers situados nos Estados Unidos, informação divulgada por funcionários da empresa em reportagem da Wired.

Os dispositivos estão sendo avaliados para funções como troca de cabos de rede, manuseio de servidores e controle de energia das instalações.

Os ensaios ocorrem em unidades específicas, entre elas a de Altoona, no estado de Iowa, e a de New Albany, em Ohio.

Entre os modelos avaliados está o Kinova Gen3, equipado com braço robótico para operar servidores, e um equipamento de quatro rodas com plataforma elevatória projetado para a substituição de peças.

Além desses protótipos, a Meta já utiliza soluções de fornecedores externos, como ABB e Watney Robotics.

Analistas do setor apontam que a adoção dessas tecnologias tornou‑se viável devido à queda nos custos de produção de hardware, ao avanço do desenvolvimento de inteligência artificial e ao surgimento de startups focadas em robótica comercial.

A iniciativa se insere em um conjunto mais amplo de projetos da Meta; como já mostramos em 08/09, a empresa lançou o Muse, agente de IA que envia e‑mails, realiza compras e reserva viagens, reforçando sua estratégia de ampliação de automação.

Francis Brennan, porta‑voz da Meta, afirmou que a companhia continua investindo no treinamento e na contratação de pessoal, destacando a escassez de mão‑de‑obra qualificada no setor de infraestrutura dos EUA.

Defensores da tecnologia sustentam que os robôs podem assumir rotinas repetitivas ou perigosas, liberando os técnicos humanos para tarefas mais complexas e permitindo a operação de data centers em locais de difícil acesso.

Trabalhadores consultados anonimamente expressam preocupação quanto ao impacto nas vagas de emprego, pois os modelos testados para substituição de cabos têm potencial de absorver grande parte da carga de trabalho manual de determinadas funções.

O debate alcança também políticas públicas locais; em algumas regiões a Meta recebe isenções fiscais sob a premissa de gerar postos de trabalho para a população local, e a automação gradual levanta questões sobre a compatibilidade entre esses subsídios e a manutenção de empregos presenciais.

Com informacoes de Olhar Digital.

Theodoro Augusto Martins

Sobre o Autor: Theodoro Augusto Martins

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