Meta corrige sugestões invasivas de IA após usuário relatar perguntas sobre filhas
Meta anunciou nesta semana a implementação de alterações no seu assistente de inteligência artificial integrado aos aplicativos da empresa, após uma usuária relatar que o recurso sugeria perguntas invasivas sobre suas filhas.
A usuária, identificada como Robins, publicou um vídeo no Instagram demonstrando que, ao selecionar uma sugestão, a IA reuniu informações provenientes de publicações antigas tanto em seu perfil quanto em contas de parentes, incluindo nomes, datas de aniversário, vídeos e até fotos que, segundo ela, haviam sido apagadas há anos.
Dina El‑Kassaby, porta‑voz da Meta, reconheceu que a empresa “errou o alvo” e afirmou que “jamais deveria ter sugerido perguntas como essas a um indivíduo”. Ela informou que a equipe já corrigiu o problema que permitia a geração de sugestões relacionadas a assuntos pessoais.
Nos prints exibidos no vídeo, a IA tenta deduzir a localização da família a partir de endereços antigos presentes no perfil, além de propor novas perguntas sobre a idade das crianças e o local onde a família reside.
A correção anunciada abrange apenas as sugestões automáticas de comando; a Meta não garante que o chatbot deixará de fornecer informações semelhantes caso um usuário formule a pergunta diretamente.
Este não é o primeiro recuo da Meta em relação a recursos de IA. Em julho, a empresa desativou uma ferramenta que criava imagens no estilo deepfake usando a aparência de outros usuários do Instagram, gerando controvérsia sobre privacidade. Como já relatado em nossas matérias sobre o Muse Spark e a atualização que desliga a câmera dos óculos quando o LED é coberto, a Meta tem enfrentado desafios ao integrar inteligência artificial em seus serviços.
A Meta AI, presente no Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger, continua sendo a camada de IA que alimenta esses recursos, mas agora com restrições reforçadas nas sugestões automáticas para proteger a privacidade dos usuários.
Com informacoes de Tecnoblog.

