Mercado Volátil: Berkshire Hathaway, Embraer e Itaúsa Sob os Holofotes
O cofrinho em formato de porco, conhecido há séculos, remonta à Inglaterra medieval, onde artesãos usavam argila alaranjada chamada pygg para criar utensílios domésticos, incluindo recipientes para guardar moedas, conhecidos como pygg banks. A confusão linguística levou à criação de um pote em formato de porco, que se popularizou. A associação entre porcos e prosperidade existe em diversas culturas, como na Alemanha e na Ilha de Java, na Indonésia.
No Brasil, guardar dinheiro físico em casa ainda é um costume forte, com 3% da população guardando dinheiro debaixo do colchão devido à falta de confiança em instituições financeiras e medo do confisco da poupança. A substituição para poupança seria o primeiro passo dentro do sistema bancário, com opções como o Tesouro Selic ou as caixinhas de bancos digitais que investem em CDBs, oferecendo baixo risco e liquidez imediata.
Com a temporada de balanços internacionais chegando ao fim, os holofotes se voltam para o conflito no Oriente Médio, que afeta os preços do petróleo. As bolsas asiáticas fecharam em alta, lideradas pelo Japão, que seguiu o desempenho positivo de Wall Street. Já na Europa, os mercados amanhecem sem uma direção única devido às incertezas com o conflito entre EUA e Irã.
Em Wall Street, o clima é semelhante, com os futuros de Nova York caminhando em sentidos opostos. A agenda mais esvaziada no exterior faz com que os investidores reajam ao balanço da Berkshire Hathaway, que divulgou os números no sábado. A holding de empresas e investimentos de Warren Buffett registrou lucro líquido de US$ 25,667 bilhões no segundo trimestre de 2026, como já mostramos anteriormente.
Por aqui, os holofotes se voltam para o Boletim Focus, a pesquisa de intenção de voto para presidente do BTG Pactual/Nexus, além dos resultados de grandes empresas no 2T26, como Itaúsa, Caixa Seguridade e Embraer. A Itaúsa, que recentemente investiu R$ 732 milhões na Aegea e aumentou sua participação para 14,01%, e a Embraer, que teve sucesso em testes do eVTOL, são destaques.
O retorno do protagonista, o ouro, que fez um retorno triunfal na sexta-feira, roubando a cena com a maior valorização semanal desde janeiro, acumulando um avanço de 8,6% em cinco dias, também é um tema em evidência. Além disso, a dupla juros e inflação marcará presença tanto por aqui como nos EUA, podendo dar pistas sobre a trajetória da política monetária até o final do ano.
Com informacoes de Seu Dinheiro.

