Mercado de Soja no Brasil Sofre com Queda em Chicago

Por Sebastião Gomes da Silva em Rio Verde, GO 14/07/2026 19:40
Mercado de Soja no Brasil Sofre com Queda em Chicago

Foto: via Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão de pouca movimentação, influenciado pela queda na Bolsa de Chicago e pela instabilidade do dólar. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário foi de preços pouco atrativos, o que manteve os produtores retraídos nas negociações.

As cotações nos portos recuaram cerca de R$ 2,00 por saca ao longo do dia, com variações específicas em diferentes regiões. Em Passo Fundo (RS), os preços desceram de R$ 136,00 para R$ 134,00. Em Santa Rosa (RS), houve uma queda de R$ 137,00 para R$ 135,00. Já em Cascavel (PR), os preços desceram de R$ 131,00 para R$ 129,00. Em Rondonópolis (MT), a variação foi de R$ 123,00 para R$ 122,00, enquanto em Dourados (MS), os preços caíram de R$ 124,00 para R$ 123,00. Rio Verde (GO) também registrou uma queda, de R$ 126,00 para R$ 124,00. Os portos de Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS) tiveram preços reduzidos de R$ 142,00 para R$ 140,00.

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja encerraram o pregão em baixa, após atingirem na segunda-feira os maiores níveis das últimas oito semanas. O mercado passou por um movimento de realização de lucros, influenciado pela melhora das condições das lavouras dos Estados Unidos apontada no relatório semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). De acordo com o USDA, até 12 de julho, 65% das lavouras norte-americanas de soja estavam em condições boas ou excelentes, ante 64% na semana anterior.

Apesar da pressão provocada pelo relatório, as perdas foram limitadas por sinais de demanda aquecida pela soja norte-americana e por previsões indicando temperaturas elevadas em importantes regiões produtoras dos Estados Unidos. Outro fator de suporte ao mercado foi o desempenho das importações chinesas. Em junho, a China importou 13,55 milhões de toneladas de soja, volume 10,5% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. No acumulado de 2026, as compras somam 50,15 milhões de toneladas, alta de 1,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,09%, cotado a R$ 5,0755 para venda e R$ 5,0735 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0650 e a máxima de R$ 5,1270. Essa flutuação também influenciou o mercado de soja, tornando as negociações ainda mais complexas para os produtores e traders.

Com informacoes de Canal Rural.

Sebastião Gomes da Silva

Sobre o Autor: Sebastião Gomes da Silva

Tião é o agro do MOTNAF.NEWS de bota e chapéu. Cotação de soja, milho, boi e café, clima para a safra, tecnologia no campo, exportação e as decisões que mexem com quem produz o alimento do Brasil. Direto, sem enrolação e com o pé no barro, do pequeno produtor ao agronegócio que move o país.