Mais um alerta: consultoria gringa classifica ações brasileiras como 'riscos'
Em mais um balde de água fria para os investidores brasileiros, a consultoria canadense BCA Research recomendou que eles evitem ações brasileiras devido ao cenário econômico instável e à política fiscal expansiva do governo Lula.
Na última semana, a consultoria havia já recomendado a venda de títulos e crédito soberano brasileiros, e agora estende essa recomendação às ações do país.
O motivo, segundo a BCA, é que o Brasil está desequilibrado, com o consumo mais alto que os investimentos, enquanto a oferta está estagnada.
A resiliência vista na economia, com o desemprego em queda, é fruto da política fiscal ou, em bom português, dos gastos do governo.
'A generosidade fiscal agrava a sustentabilidade da dívida pública e alimenta a inflação', destaca a BCA.
A consultoria critica ainda os cortes das taxas de juros, que, nas quatro últimas reuniões, foram reduzidas em 0,25 ponto percentual, passando de 15% para 14% ao ano.
'Os cortes nas taxas de juros dos bancos centrais são motivados politicamente – cortando mesmo quando há restrições fiscais.'
A política monetária se torna mais frouxa, mas a inflação permanece alta, como mostramos anteriormente.
O último IPCA, de julho de 2026, avançou 0,07% no mês e acumula alta de 4,44% em 12 meses.
Diante desse cenário, a BCA recomenda a compra de CDS brasileiros de cinco anos como uma operação de curto prazo.
Trata-se de um contrato de derivativo que funciona como um seguro contra o risco de calote de um país.
A solução para os problemas do Brasil, segundo a BCA, seriam reformas estruturais que aumentassem a produtividade, combinadas com corte de gastos e uma flexibilização monetária considerável.
No entanto, o que se viu foi o contrário: gastança.
'As reformas estruturais não foram implementadas e as taxas de juros permanecem elevadas. Consequentemente, o investimento de capital está estagnado.'
A BCA também critica a interferência de Trump na corrida presidencial brasileira em favor de Bolsonaro, que está tendo o efeito oposto – aumentando o apoio a Lula.
Por sua vez, o Centrão manterá influência sobre o orçamento, independentemente de quem vencer a Presidência.
A BCA destaca que o Centrão vai forçar a continuidade dos gastos fiscais, como mostra o pacote aprovado pelo Senado em julho, estimado em até R$ 220 bilhões.
Com isso, os rendimentos dos títulos locais subirão, piorando a dinâmica da dívida pública do país.
'Um prêmio de risco mais elevado pressionará a moeda, reforçando a onda de vendas de títulos e ações.'
A BCA classifica as ações brasileiras como 'riscos' e recomenda que os investidores evitem o país.
Com informacoes de Seu Dinheiro.

