Mãe de segurança afirma ter orientado filho a se entregar à polícia após linchamento em Copacabana

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 26/08/2026 11:20
Mãe de segurança afirma ter orientado filho a se entregar à polícia após linchamento em Copacabana

Foto: via O GLOBO

Neide, mãe de Davi, segurança que participou de um linchamento que resultou na morte de um adolescente em Copacabana, declarou que, ao chegar em casa nervoso e relatar ter socado um menino, ela lhe pediu que se entregasse à polícia.

Após a instrução da mãe, o inspetor da 12ª Delegacia de Polícia (DP) de Copacabana solicitou que Davi comparecesse à delegacia para reconhecer imagens; o pai o conduziu até o local, mas a grande aglomeração na porta gerou temor de que ambos fossem linchados, o que levou o casal à 53ª DP (Mesquita), onde Davi se entregou.

Neide afirmou que Davi apresenta problemas psicológicos desde o nascimento, mantendo em sua posse resultados de eletroencefalogramas que pretende apresentar à Defensoria Pública; ela relatou ter buscado tratamento intensivo para o filho, que apresentava hiperatividade e era frequentemente chamada à escola para conversar com a diretora.

A mãe explicou que, embora tenha conseguido controlar o comportamento de Davi na infância, ele, já adulto, recusou-se a seguir tratamento, alegando não ser “maluco”.

O segurança Jorge Luiz Ricardo Dias, atualmente preso por participação indireta no crime, declarou em depoimento à 12ª DP (Copacabana) que ele e Davi foram contratados para vigilância de rua por um homem chamado Aluísio, localizado recentemente pelo GLOBO; Jorge afirmou que naquele dia não estava em serviço e soube do ocorrido somente após questionar os envolvidos.

Aluísio, que alegou estar ocupado e não forneceu sobrenome, pediu desculpas e informou que foi contratado pelos lojistas, equiparando-se a outros seguranças; ele será ouvido pela polícia nos próximos dias.

Outros cinco depoimentos foram colhidos: três comerciantes que supostamente contrataram o serviço de vigilância, uma mulher que entregou a Davi o porrete usado na agressão e um ciclista que presenciou o espancamento sem intervir.

Além de Davi e Jorge Luiz, os entregadores Felipe Eduardo dos Santos Silva e Aílton José da Silva permanecem detidos por terem auxiliado a espancar a vítima nas primeiras horas do dia 12; os quatro acusaram injustamente Cláudio Rafael de ter roubado uma bicicleta.

Imagens de câmeras de segurança revelam que, durante o linchamento, um homem de casaco cinza com listras desferiu um chute na cabeça da vítima e se retirou; segundo o delegado Ângelo Lages, da 12ª DP, o indivíduo desembarcou de um carro segundos antes da agressão, atravessou a rua e chegou ao local onde Cláudio Rafael era alvo de três agressores.

A Polícia Civil informou que, nas próximas horas, deverá identificar um quinto suspeito ligado à morte.

Com informacoes de O GLOBO.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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