Moradora de Copacabana denuncia grupos que promovem justiça com as próprias mãos após linchamento de Cláudio Rafael

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 24/08/2026 12:00
Moradora de Copacabana denuncia grupos que promovem justiça com as próprias mãos após linchamento de Cláudio Rafael

Foto: via G1

Uma moradora de Copacabada, que preferiu não se identificar por questões de segurança, afirmou que circulam nas redes sociais grupos que estimulam a prática da chamada ‘justiça com as próprias mãos’ na região da Zona Sul do Rio de Janeiro.

Ela declarou que, embora reconheça a impossibilidade da polícia cobrir todo o quarteirão, há meios de fiscalizar a área e que recorrer à violência individual não pode ser tolerado.

O depoimento faz referência ao caso de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, que foi espancado até a morte após ser acusado de furtar uma bicicleta em Copacabana.

Segundo reportagem do Fantástico, a vila onde Rafael morava com a família foi alvo de um ataque semanas antes de sua morte. Por volta do final de junho, cerca de 20 entregadores arromaram o portão da comunidade e promoveram um ‘quebra‑quebra’ buscando um homem que teria dado calote.

A polícia informou que os entregadores acabaram agredindo moradores que não tinham relação com o suposto caloteiro. O episódio ocorreu antes do linchamento que culminou na morte de Rafael.

Investigações apontam que Rafael foi acusado injustamente de roubar a bicicleta e, a partir daí, passou a ser perseguido por dois entregadores e por dois seguranças do bairro. A informação sobre o suposto ladrão circulou entre os envolvidos, que chegaram a confrontar Rafael chamando‑o de ‘ladrão’ antes do início da violência.

O linchamento durou aproximadamente nove minutos; durante esse período Rafael recebeu 63 pauladas, além de socos e chutes. Após a agressão, ele ficou cerca de 30 minutos aguardando socorro e morreu depois de ser encaminhado para atendimento médico.

O delegado Angelo Lages, da Polícia Civil, afirmou que todas as pessoas que presenciaram a cena serão identificadas e ouvidas, podendo responder pelo crime de omissão de socorro, já que ‘presenciaram e nada fizeram’.

Lages reforçou que a atuação na segurança pública deve obedecer ao ordenamento jurídico, sendo responsabilidade exclusiva das polícias, e que todos têm direito ao devido processo legal.

A irmã de Cláudio Rafael, proprietária da bicicleta usada por ele, declarou que continuará acompanhando o caso e reiterou que ‘justiça com as próprias mãos não existe; o trabalho é da polícia e ponto’.

Vídeos do episódio foram disponibilizados no GloboPop, e o caso foi aprofundado nos podcasts ‘Isso É Fantástico’ e ‘Prazer, Renata’, disponíveis nas principais plataformas de streaming.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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