João Moreira Salles considera investimento minoritário na SAF do Botafogo e reafirma distância da gestão
Arthur Chaves chegou ao Rio para oficializar a contratação com o Botafogo e manifestou felicidade ao assinar o novo contrato.
Em entrevista prolongada ao canal Arena Alvinegra, o empresário João Moreira Salles detalhou as razões pelas quais nunca desejou integrar a gestão do Botafogo, apesar de ser torcedor apaixonado, e admitiu que pode investir na SAF que será conduzida pela GDA Luma, liderada por Gabriel de Alba.
Ele apontou que um dos caminhos para se tornar acionista minoritário está ligado ao projeto da base para o Espaço Lonier, iniciativa que começou na gestão de John Textor. Em 2022, ao ceder o local para uso do Botafogo, o empresário ofereceu duas alternativas: receber um percentual na SAF ou quitar a dívida do clube junto aos irmãos Moreira Salles.
“Precisamos entender quem está chegando, qual é o projeto, se a pessoa aceita as mesmas condições que propusemos ao Textor e que proporíamos ao de Alba… Se tudo estiver alinhado, podemos pensar”, afirmou.
O Botafogo continua sendo muito importante para ele e ele reforçou que o potencial do clube será atingido pela base, deixando claro que está disponível para conversar sobre o assunto.
Embora tenha colaborado na elaboração do projeto de transformação do Botafogo em SAF, João Moreira Salles nunca participou da administração do clube. Ele defende que o futebol deve ser conduzido por profissionais do setor, e não por torcedores que apenas dispõem de recursos financeiros.
“Para nós ficou claro desde o início: não queremos nos envolver na gestão do Botafogo. O clube não precisa de amadores, e nós seríamos amadores no futebol. Eu sou alguém que vai ao estádio torcer e, de vez em quando, acho que o técnico fez uma boa escalação. Entendo pouco de futebol e nada de gestão de clube”, explicou.
Ele alertou que a ideia de que duas pessoas que gostam do Botafogo e têm recursos são automaticamente as pessoas certas para comandá‑lo é um equívoco perigoso.
Segundo ele, o que o Botafogo precisa são gestores competentes, empresários e organizadores experientes. A contribuição que ele pode oferecer seria um projeto de base, aproveitando a experiência de Walter, que trabalhou intensamente por 10 a 12 anos, possui ampla rede de contatos no Brasil e no exterior e poderia liderar um programa educacional, enquanto a parte esportiva ficaria a cargo de profissionais especializados.
João Moreira Salles esclareceu que a participação via Lonier e o projeto de base poderia se converter em participação na SAF, garantindo um voto no conselho, mas sempre como acionista minoritário.
Ele elogiou a competência de Walter, ressaltando sua importância para o cinema e a cultura brasileira, e afirmou que prefere continuar focado em suas próprias atividades, sem suspender sua vida para uma “aventura” que ele conhece pouco.
Por amor ao Botafogo, ele não deseja ser proprietário; assumir a gestão faria com que perdesse a capacidade de torcer livremente, levando o clube a um caminho que ele considera perigoso.
Com informacoes de ge.

