Itaú BBA Eleva Recomendação da Prio para Compra
O Itaú BBA elevou a recomendação da Prio (PRIO3) para outperform após a correção das ações, com preço-alvo de R$ 73 para 2027, indicando alta de 27,1%. A Petrobras (PETR3; PETR4) segue como principal escolha, com potencial de alta de 54,21% e preço-alvo de R$ 63.
A PetroReconcavo (RECV3) teve preço-alvo reduzido para R$ 12, com potencial de 17,3%. O banco ajustou projeções de Brent para US$ 65 a partir de 2028, refletindo um mercado bem abastecido. Analistas destacam resiliência da Petrobras em cenários de petróleo barato.
O Itaú BBA elevou a recomendação da Prio (PRIO3) para outperform após a recente correção das ações, afirmando que o perfil de risco-retorno ficou mais atrativo. O banco reduziu o preço-alvo para o fim de 2027, para R$ 73 por ação, ante R$ 74 ao fim de 2026.
O valor implica potencial de alta de 27,1% ante o último fechamento. Segundo o relatório, o preço atual do papel embute um Brent implícito de cerca de US$ 61 por barril, o que daria assimetria positiva caso o petróleo se mantenha nos níveis atuais.
A casa estima rendimento médio de 21% em 2027 com Brent a US$ 60, mirando 1,0 vez dívida líquida sobre Ebitda, ou 25% com Brent a US$ 70, com meta de 0,8 vez. No mesmo relatório, o Itaú BBA manteve a Petrobras (PETR3; PETR4) como sua principal escolha no setor, reiterando a recomendação de outperform com um preço-alvo para o fim de 2027 de R$ 63 por ação.
O valor representa potencial de alta de 54,21% ante o fechamento de sexta-feira. Os analistas Monique Greco, Eric de Mello, Edardo Mendes e Ignacio Sabelle afirmam que a estatal é mais resiliente em um ambiente de petróleo mais barato e pode se beneficiar de margens internacionais de refino mais fortes.
Para a PetroReconcavo (RECV3), o Itaú BBA manteve a recomendação market perform, mas cortou o preço-alvo para o fim de 2027 de R$ 16 para R$ 12 por ação, com potencial de valorização de 17,3%. Segundo o relatório, a produção segue abaixo do esperado, o que adia o ponto de inflexão operacional que poderia destravar uma reprecificação do papel.
O banco revisou a projeção de produção de 2026 para 24,2 mil barris de óleo equivalente por dia, 7% abaixo das estimativas 1P, e assumiu que parte dessa diferença persiste nos anos seguintes. As mudanças ocorrem no contexto de uma atualização de estimativas para as produtoras de óleo sob cobertura, que incorporou os resultados do segundo trimestre e novas premissas macro.
O Itaú BBA também revisou a hipótese de longo prazo para o Brent para US$ 65 por barril a partir de 2028, de US$ 70 anteriormente, ao avaliar que a queda do petróleo após o cessar-fogo de junho reforça um cenário de mercado bem abastecido, no qual fundamentos de oferta e demanda tendem a prevalecer sobre prêmios geopolíticos no médio e longo prazos.
Com informacoes de Estadão.

