Itaú BBA Aumenta Preço-Alvo da Axia para R$ 75,20

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 10/08/2026 13:40
Itaú BBA Aumenta Preço-Alvo da Axia para R$ 75,20

Foto: via Estadão

O Itaú BBA revisou suas estimativas para a Axia Energia, mantendo a recomendação de compra e elevando o preço-alvo para R$ 75,20 por ação até 2026. O banco destaca que o mercado subestima a flexibilidade do portfólio da Axia, crucial para ajustar a geração de energia conforme a demanda.

Analistas apontam que a volatilidade recente das ações reflete fatores conjunturais. A Axia pode remunerar acionistas com até R$ 20 bilhões anuais entre 2027 e 2030, com um rendimento médio de 13%. De acordo com os analistas Fillipe Andrade, Lucas Guimarães e Lorena Fernandez, “o valor está migrando de volume de energia para disponibilidade”.

O Itaú BBA afirma que mudanças no balanço intradiário do setor elétrico e spreads robustos na geração hídrica aumentaram a percepção sobre benefícios desse tipo de ativo. O banco também cita que o leilão de reserva de capacidade já mostrou sinais iniciais de precificação de flexibilidade, atributo que, na visão do relatório, é recorrente na carteira da Axia e não estaria refletido na capitalização de mercado.

O Itaú BBA diz que a volatilidade recente do papel reflete fatores conjunturais e uma distorção comportamental, com investidores precificando a ação como se seu valor estivesse intrinsecamente ligado ao preço spot (preço da energia negociada no mercado de curto prazo). Para o banco, a posição descontratada da empresa não é uma aposta na curva a termo, mas em mudanças na ordem de mérito do recurso flexível marginal, em um ambiente em que a expansão da oferta e a natureza física do mercado elevam a importância de capacidade com resposta rápida.

No novo cenário, o banco revisou premissas de preços de energia de médio e longo prazos (líquidos de impostos), assumindo: segundo semestre de 2026 em R$ 220/MWh; 2027 em R$ 290/MWh; 2028 em R$ 280/MWh; 2029 em R$ 255/MWh; e R$ 240/MWh a partir de 2030. Para o spread capturado pela hidro no intradiário (também líquido de impostos), o Itaú BBA trabalha com: R$ 29/MWh no segundo semestre de 2026; R$ 27/MWh em 2027; R$ 33/MWh em 2028; e R$ 40/MWh a partir de 2029.

Os analistas estimam que a Axia poderia remunerar acionistas com até R$ 20 bilhões por ano entre 2027 e 2030, o que representaria rendimento médio de 13% se o cenário-base de preços se concretizar. Somado a essa capacidade de remuneração, o banco calcula que a ação negocia a uma taxa interna de retorno (TIR) real de 12,7%, o que caracterizaria um ponto de entrada “único” para uma tese com fundamentos considerados fortes.

Com informacoes de Estadão.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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