IPCA e setor de serviços serão foco de cortes graduais na taxa Selic, segundo Copom
O Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizou que os próximos ajustes na taxa básica de juros, a Selic, serão conduzidos de forma gradual, com foco especial na evolução do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e nos indicadores do setor de serviços.
De acordo com a análise de Leandro Manzoni, economista-chefe do Banco Central, o comportamento do IPCA tem sido determinante para calibrar a trajetória de redução da Selic, já que o índice reflete a inflação ao consumidor e, portanto, o principal objetivo da política monetária.
Além do IPCA, o Copom pretende observar de perto os indicadores de serviços, segmento que tem apresentado pressões de preços distintas das cadeias produtivas de bens. A estratégia de “cortes graduais” busca avaliar a resposta da economia a cada ajuste, evitando choques abruptos que possam desestabilizar a inflação ou o crescimento.
O comunicado, divulgado em 9 de setembro de 2026 às 10:30 (UTC), reforça que o Banco Central continuará acompanhando as projeções de inflação, as expectativas de mercado e os dados de atividade econômica antes de decidir sobre novos recortes. A abordagem cautelosa reflete a necessidade de equilibrar a contenção da inflação com a sustentação da recuperação econômica pós‑pandemia.
Investing.com também destacou que, embora a tendência seja de redução da Selic, o ritmo exato dependerá da consistência dos resultados do IPCA e da performance do setor de serviços nos próximos meses. O cenário sugere que os próximos encontros do Copom poderão trazer anúncios de diminuições modestamente menores que as realizadas em ciclos anteriores.
Com informacoes de Rádio Guaíba.

