INEP debate novo modelo de redação para o ENEM e define prazo até o fim do ano
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) está debatendo um novo modelo para a redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), com a proposta de ser finalizada até o último dia do ano.
Segundo informações divulgadas pela Folha de São Paulo nesta quinta‑feira, a entidade propõe modificações no texto dissertativo‑argumentativo tradicionalmente cobrado no exame. Em vez da redação de 30 linhas, contida no exame de linguagens, a prova poderia contar com quatro avaliações de texto, uma em cada área do conhecimento.
O exame de linguagens, por exemplo, contaria com uma dissertação de 20 linhas. As áreas de ciências humanas, ciências da natureza e matemática teriam questões de 10 linhas cada, exigindo atividade de escrita e totalizando 50 linhas de texto no exame.
O tema tem sido discutido em reuniões técnicas e a mudança teria como intuito cobrar uma diversidade de raciocínio mais ampla dos estudantes, que hoje são avaliados apenas sobre um tema delimitado para redação.
A informação foi publicada pela Folha e confirmada pelo GLOBO.
A proposta vem na esteira de outras mudanças já anunciadas pelo governo Lula para o ENEM. Em março, um decreto determinou que o exame também será usado para avaliar o aprendizado dos estudantes ao fim do ensino médio, em integração com o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB).
A mudança faz parte de uma tentativa do governo de usar os resultados do ENEM também para produzir diagnósticos sobre a educação básica e acompanhar desigualdades e metas educacionais.
Mesmo com algumas alterações nos objetivos de avaliação, o exame continuará sendo usado para ingresso no ensino superior, por meio de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O prazo estabelecido para a finalização da proposta de novo modelo de redação é até o fim do ano corrente.
Com informacoes de O GLOBO.

