Ibovespa Sente o Alívio da Inflação e Espera por Novos Juros
O Ibovespa (IBOV) encerrou a última semana de julho em forte valorização, com alívio na inflação e expectativa para a próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. O principal índice da bolsa brasileira acumulou valorização de 2,27% na semana e encerrou a última sessão aos 177.999,00 pontos.
Em julho, o Ibovespa também teve saldo positivo, em 3,47%. Já o dólar à vista terminou a R$ 5,0704, com queda de 0,21% no acumulado da semana. A moeda acumulou baixa de 1,79% no mês.
Para os analistas, o mercado consolidou a aposta de corte de 25 pontos-base na taxa Selic pelo Copom na decisão da próxima quarta-feira (5), após dados de inflação, mercado de trabalho e a decisão sobre juros nos Estados Unidos. Hoje, a Selic está em 14,25% ao ano.
Entre os dados, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% nos três meses até junho, segundo dados do IBGE, em linha com a previsão dos analistas consultados pela Reuters. Trata-se do menor patamar para o intervalo na série histórica iniciada em 2012.
A prévia de inflação de julho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), desacelerou de 0,41% em junho para 0,06% em julho. No acumulado em 12 meses, o índice arrefeceu de 4,80% antes para 4,52% neste mês, ainda ligeiramente acima do teto da meta inflacionária do Banco Central (BC).
Nesta semana, os rendimentos dos títulos do Tesouro de longo prazo saltaram: o yield de 10 anos atingiu as máximas de 2025 e o yield de 30 anos, voltou ao maior nível desde meados de 2007.
A expectativa de alívio no custo da produção após a liberação da entrada de gado do México nos EUA também impulsionou as ações da MBRF (MBRF3), que saltaram 18% no acumulado da semana. A companhia é sensível a sobretaxa entre o preço do gado e o preço da carne processada.
Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada por Usiminas (USIM5), em reação ao balanço do segundo trimestre (2T26). Na avaliação de analistas, o balanço mostrou uma recuperação consistente da operação de siderurgia, impulsionada por reajustes de preços e um mix de vendas mais favorável.
Essa semana, o mercado segue olhando para o segundo semestre, quando a companhia deve enfrentar custos mais elevados, uma mineração mais fraca e o desafio de continuar elevando os preços do aço para preservar as margens.
Com informacoes de Money Times.

