Harry e Meghan contestam orientação de Charles: “Eles são figuras públicas, não cidadãos privados”

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 14/09/2026 15:20
Harry e Meghan contestam orientação de Charles: “Eles são figuras públicas, não cidadãos privados”

Foto: via Globo

Harry e Meghan rebatem a orientação do rei Charles que os descreve como “cidadãos privados”, afirmando que são figuras públicas, segundo fontes próximas ao casal que contestam a comparação com cidadãos comuns e destacam que a notoriedade traz consequências para segurança e privacidade.

Embora tenham deixado de exercer funções oficiais na Família Real Britânica e não representem mais o monarca, pessoas próximas ao casal ressaltam que a notoriedade conquistada ao longo dos anos permanece, e que o reconhecimento público deve ser considerado quando o assunto envolve privacidade e segurança. “Eles são figuras públicas”, disse uma fonte próxima ao casal à revista PEOPLE. “O público sabe quem eles são. A ideia de que eles possam levar uma vida normal e ‘privada’ infelizmente não é realista.”

Aliados dos Sussex também questionam a necessidade da carta emitida pelo Lorde Chamberlain. Segundo eles, se Harry e Meghan fossem considerados simplesmente cidadãos privados, não haveria necessidade de uma orientação formal do Palácio de Buckingham para esclarecer o status dos dois. Em 7 de setembro, o rei Charles enviou uma carta por meio do Lorde Chamberlain, Lorde Benyon, justamente para esclarecer a posição de Harry e Meghan dentro da estrutura da realeza. O documento foi divulgado em meio ao retorno recente do casal ao Reino Unido.

Na correspondência, Charles destacou que Harry e Meghan “não são mais membros ativos da Família Real”. O texto também afirmou que a posição dos dois, incluindo a “liberdade pessoal que isso lhes confere em relação à independência financeira e à proteção de sua privacidade, conforme desejarem”, continuaria sendo respeitada. “Resumindo, a posição deles é semelhante à de cidadãos comuns com interesses comerciais e filantrópicos”, continuava a carta.

A declaração ganhou ainda mais importância diante das antigas preocupações de Harry relacionadas à segurança de sua família no Reino Unido. O Duque de Sussex já afirmou diversas vezes que a exposição pública dos familiares pode representar riscos, mesmo depois de sua saída das funções oficiais da monarquia. A questão da proteção também se tornou motivo de uma disputa judicial envolvendo o príncipe, que busca garantir medidas de segurança adequadas para ele e sua família durante as visitas ao país. A própria carta assinada em nome do rei Charles diferencia o status dos Sussex das questões relacionadas à proteção, determinando que “questões de segurança operacional” continuem sendo tratadas diretamente com as autoridades policiais responsáveis.

Pessoas próximas a Harry e Meghan defendem que classificar os dois como figuras públicas não significa questionar o fato de que deixaram de ser membros ativos da realeza. Na avaliação dessas fontes, trata‑se apenas de reconhecer a realidade: ambos continuam sendo conhecidos mundialmente e têm pouca possibilidade de circular de maneira completamente anônima. A carta também reforçou que Harry e Meghan não devem utilizar os títulos de “Sua Alteza Real”, conhecidos pela sigla SAR. Além disso, o documento orientou que eventuais dúvidas de organizações oficiais ou estatais sobre as cortesias concedidas ao casal, principalmente quando houver utilização de recursos públicos, sejam encaminhadas ao Palácio de Buckingham.

Fontes ligadas ao Palácio afirmaram que a correspondência não representa uma mudança nas regras envolvendo Harry e Meghan. Segundo elas, trata‑se apenas de uma reafirmação dos termos definidos durante a chamada “Cúpula de Sandringham”, realizada em janeiro de 2020, quando foi formalizada a saída dos Sussex das funções oficiais da monarquia.

Com informacoes de Globo.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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