Greve no metrô do DF: sindicato convoca assembleia para validar paralisação a partir de 1º de setembro

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 31/08/2026 21:20
Greve no metrô do DF: sindicato convoca assembleia para validar paralisação a partir de 1º de setembro

Foto: via Metrópoles

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal (Sindmetrô-DF) convocou uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para segunda‑feira, 31 de agosto, às 20h, com o objetivo de aprovar a paralisação dos metroviários por tempo indeterminado a partir de terça‑feira, 1º de setembro.

Neiva Lopes, diretora e porta‑voz do Sindmetrô-DF, afirmou que a única possibilidade de cancelar a greve depende da aceitação, por parte do Governo do Distrito Federal (GDF) e da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô‑DF), da proposta apresentada pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos (CEJUSC). Caso o GDF concorde com a proposta, a categoria se reunirá para firmar o acordo; caso contrário, a paralisação está confirmada.

A governadora Celina Leão (PP), candidata à reeleição, ressaltou que as partes tiveram um “momento grande” para discutir as reivindicações do sindicato, mas alertou que uma paralisação no período eleitoral pode gerar questionamentos sobre viés político. Leão declarou que, se não houver acordo, a administração poderá judicializar a greve.

Em entrevista ao Metrópoles, Celina Leão destacou: “A gente não vai questionar um direito de greve por se tratar de um direito da Constituição, mas tem a greve legal e ilegal… E uma paralisação que acontece em período eleitoral sempre levanta questionamentos, sobre se ela tem cunho político ou não. Se a gente não conseguir chegar a um acordo, nós vamos judicializar.”

Em nota enviada na quinta‑feira, 28 de agosto, o Metrô‑DF informou que, desde o fim de março, foi instaurada no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT‑10) uma Reclamação Pré‑Processual (RPP) para viabilizar a mediação das negociações entre os trabalhadores, o Metrô‑DF e o GDF. O comunicado apontou que diversos pontos da pauta já obtiveram anuência, porém a principal reivindicação permanece a realização de um novo concurso público para recompor o quadro de funcionários, demanda ainda não atendida.

O Metrô‑DF esclareceu que não há negativa da companhia ou do GDF quanto à realização do concurso, mas que a sua efetivação depende da atuação conjunta de outros órgãos. O processo administrativo está em tramitação na Secretaria de Estado de Economia do Distrito Federal (SEEC), com participação da Subsecretaria de Gestão de Pessoas (SUGEP), que já aprovou as etapas legais, fiscais, orçamentárias e administrativas necessárias para a autorização.

Diante da aprovação da paralisação, o Metrô‑DF considerou “prematura” a deflagração do movimento paredista, argumentando que as negociações continuam abertas.

A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob‑DF) informou ao Metrópoles que aguarda as deliberações da assembleia e que, caso a greve seja efetivada, o metrô funcionará com 80 % de sua capacidade operacional.

Assim, o Sindmetrô‑DF aprovou formalmente a greve da categoria a partir de terça‑feira, 1º de setembro, com duração indefinida.

Com informacoes de Metrópoles.

Tainá Ribeiro Alves

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