Gre-Nal termina em 0 a 0 e se transforma em aula de anatomia das fraquezas de Grêmio e Inter
O duelo entre Grêmio e Internacional, válido pelas quartas de final da Copa do Brasil 2026, foi concluído com o placar de 0 a 0 no Beira‑Rio, na quinta‑feira, confirmando a baixa qualidade esperada de duas equipes consideradas espantalhos na competição.
Além do resultado, o confronto serviu como uma verdadeira aula de anatomia dos problemas internos de ambos os clubes. O Inter mostrou vulnerabilidade no meio‑campo, com Villagra e Paulinho sobrecarregados e distantes de Calebe e Matheus Bahia, precisando constantemente da ajuda de Bernabei e Carbonero, este último frequentemente “no mundo da lua” e incapaz de contribuir na recomposição.
Ofensivamente, o time de Odair Hellmann não conseguiu criar nenhuma oportunidade, piorando ainda mais ao não gerar jogadas de ataque, o que fez com que a organização tática de Pezzolano, criada para minimizar a deficiência técnica do elenco, fosse quase inútil.
No primeiro tempo, o Grêmio, apesar de apresentar um conjunto tático vazio, conseguiu ser ligeiramente superior em um período marcado por pouca bola e muita disputa física. O árbitro, segundo a análise, cometeu um erro ao não aplicar o segundo cartão amarelo a Carlos Vinicius, do Grêmio.
Durante o intervalo, Pezzolano realizou mudanças simples porém decisivas: entrou Bruno Henrique, tirou Calebe, devolveu Vitinho ao lado direito e avançou Paulinho, que logo deu lugar a Alan Patrick. Essas alterações foram suficientes para que o Grêmio dominasse o segundo tempo, embora tenha adotado postura defensiva, pois o empate atendia aos seus interesses e a equipe carecia de repertório ofensivo.
O fim da partida foi marcado por uma cobrança de falta de Alan Patrick, descrita como “torta, feia”, executada a três metros da área, enquanto os jogadores se acotovelavam na tentativa de recuperar uma bola escassa.
Para a partida de volta, marcada para a próxima quinta‑feira na Arena, o técnico Luís Castro terá que fazer o Grêmio sair mais para o ataque, o que pode expor ainda mais as fragilidades de seu sistema defensivo. O Inter, por sua vez, demonstrou capacidade de contra‑ataque, o que abre a possibilidade de um segundo Gre‑Nal mais movimentado e, quem sabe, com mais gols.
Com informacoes de ge.

