Graceland: da compra de US$102.500 em 1957 à segunda residência mais visitada dos EUA

Por Maria Eduarda Carvalho Lima em Rio Verde, GO 19/09/2026 20:05
Graceland: da compra de US$102.500 em 1957 à segunda residência mais visitada dos EUA

Foto: via RD1

Em 19 de março de 1957 Elvis Presley deu entrada de mil dólares e concluiu a compra de Graceland, a mansão colonial de 5,6 hectares nos arredores de Memphis, Tennessee, por US$102.500 – valor equivalente a aproximadamente R$560 mil em poder de compra atual. O cantor tinha apenas 22 anos quando realizou o negócio.

A aquisição foi motivada pela necessidade de privacidade, já que a casa anterior da família havia se tornado ponto de peregrinação constante de fãs. Construída em 1939, a propriedade possui cerca de 950 metros quadrados e conta com vegetação densa que garantia o isolamento desejado por Elvis.

A família mudou‑se para Graceland em 16 de maio de 1957. Nos meses seguintes, o rei do rock mandou erguer um muro de pedra rosa que ainda hoje delimita a frente da casa e instalou portões ornamentados com silhuetas dele tocando guitarra, obra que custou US$2.700.

Elvis faleceu em Graceland no dia 16 de agosto de 1977, aos 42 anos. A mansão foi herdada pela filha Lisa Marie Presley, então com nove anos, e permaneceu fechada ao público por quase duas décadas.

A abertura oficial ocorreu em 1982, vinte‑cinco anos após a compra, gerando filas, viagens internacionais organizadas especialmente para conhecer o local e uma demanda que não diminuiu nas décadas seguintes. Hoje Graceland recebe cerca de 600 mil visitantes por ano e já ultrapassou a marca de 20 milhões de pessoas desde sua inauguração, tornando‑se a segunda residência mais visitada dos Estados Unidos, atrás apenas da Casa Branca.

O interior foi preservado exatamente como estava quando Elvis morreu, incluindo a famosa Sala da Selva e o jardim onde ele está enterrado, oferecendo aos fãs uma experiência autêntica do ambiente que o artista vivia.

Após a morte de Lisa Marie em janeiro de 2023, a propriedade entrou em disputa judicial quando uma empresa alegou que Graceland havia sido usada como garantia de dívida não paga. Em 2024, um juiz bloqueou a tentativa de leilão, mantendo a mansão sob controle da família e aberta ao público como de costume.

Com informacoes de RD1.

Maria Eduarda Carvalho Lima

Sobre o Autor: Maria Eduarda Carvalho Lima

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