Governo brasileiro se posiciona contra classificação de facções como terroristas
O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, afirmou que o governo brasileiro não tem complacência com organizações criminosas e defendeu que o tema seja tratado dentro dos marcos da Constituição e do Estado Democrático de Direito.
Amorim argumentou que a classificação de facções criminosas como terroristas não produz ganhos concretos para a cooperação internacional e ameaça a soberania. Ele também destacou que a oposição do governo brasileiro à equiparação entre facções criminosas e organizações terroristas se baseia no entendimento de que a medida pode ter impactos econômicos.
O assessor especial da Presidência ressaltou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem compromisso com o combate ao crime organizado e que a segurança pública é uma prioridade nacional. No entanto, ele enfatizou que o enfrentamento às facções deve ocorrer dentro dos limites legais.
Amorim também argumentou que a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas globais não pode ser analisada isoladamente e deve ser observada no contexto mais amplo da relação bilateral entre Brasília e Washington.
O assessor especial da Presidência acrescentou que o governo pretende ampliar a cooperação internacional contra o crime organizado, preservando a autonomia do país. Ele afirmou que o governo do Brasil está comprometido com uma estratégia séria, moderna e efetiva de enfrentamento do crime organizado transnacional, sem abrir mão da legalidade, da cooperação internacional, do respeito à nossa soberania.
A classificação adotada pelos Estados Unidos pode abrir espaço para sanções e outras medidas com efeitos sobre pessoas, empresas e instituições brasileiras. Amorim destacou que cabe ao Estado brasileiro definir a forma de enfrentamento das organizações criminosas.
Com informacoes de G1.

