Gestão Nunes demole Samba do Cruz e 'enterra' espaço de memória e cultura negra em SP
A gestão de Ricardo Nunes concluiu a demolição do Samba do Cruz, um espaço de memória e cultura negra na zona norte de São Paulo, após uma disputa entre o Grêmio Esportivo Recreativo (GRE) Cruz da Esperança e a Prefeitura de São Paulo.
O Samba do Cruz foi fundado em 1958 e era uma referência da cultura negra e um espaço de memória. A gestão municipal alega que a área do Samba do Cruz dará lugar ao futuro Parque Municipal Campo de Marte, projeto que prevê investimento de R$ 202 milhões e a criação de áreas de lazer, esporte e convivência.
No entanto, a comunidade contesta a versão da prefeitura, afirmando que não houve diálogo para discutir a desocupação do espaço. A candidata a deputada estadual, Jessy Dayane, denunciou a ação violenta da prefeitura contra anos de história e cultura.
"É um momento muito duro, muito triste. Hoje estava prevista a reintegração de posse, mas não necessariamente a demolição. É um espaço histórico da comunidade, um espaço de futebol de várzea e samba. Estávamos em processo de reconhecimento do local como patrimônio histórico e cultural."
Jessy Dayane também contou que agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) estavam "com os olhos cheios de lágrima" durante a demolição, o que reforça a ideia de que a ação da prefeitura foi violenta e desrespeitosa com a cultura negra e o patrimônio de São Paulo.
Alguns agentes da GCM disseram que suas avós frequentavam o espaço, o que destaca a importância do Samba do Cruz para a comunidade.
A gestão municipal afirma que manteve diálogo com as entidades que utilizavam o espaço, mas a versão é contestada pela comunidade.
É importante lembrar que a demolição do Samba do Cruz é apenas mais um capítulo de uma história de desmonte cultural em São Paulo, liderado pela gestão de Ricardo Nunes.
Com informacoes de Brasil de Fato.

