Buraco Negro não é um Poço Sem Fim: Novos Estudos Revisam a Teoria da Indigestão Cósmica
A descoberta foi feita por pesquisadores liderados pela Universidade de Warwick, que acompanharam um raro episódio de atividade do sistema Swift J1727.8−1613. Eles descobriram que os buracos negros podem expulsar uma quantidade significativa da matéria que capturam, desafiando a teoria da indigestão cósmica.
De acordo com o autor principal do estudo, Dr. Noel Castro Segura, a matéria é capturada pelo sistema, passa por um processo interno e uma parte considerável acaba sendo expelida novamente. Para os cientistas, isso sugere que esses objetos funcionam mais como um ‘sistema digestivo cósmico’ do que como estruturas que apenas acumulam material.
A equipe utilizou o instrumento X-Shooter, instalado no Very Large Telescope (VLT), para registrar uma das sequências ópticas mais detalhadas já obtidas de uma erupção desse tipo. Em vez de analisar apenas alguns momentos isolados, os pesquisadores conseguiram acompanhar as mudanças do sistema durante diferentes fases da atividade.
Os resultados, publicados na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, indicam que, além de atrair gás de uma estrela vizinha, o buraco negro também lança parte desse material de volta ao espaço por meio de jatos e ventos. O comportamento continuou mesmo quando a atividade do sistema já havia caído para níveis muito inferiores ao pico.
Essa descoberta é importante porque desafia a teoria da indigestão cósmica, que sugeria que os buracos negros eram como poços sem fundo, que engoliam tudo o que se aproximava. Em vez disso, os buracos negros parecem ser mais complexos e capazes de expulsar parte da matéria capturada.
A equipe de pesquisadores também identificou que a fase final da erupção apresentou intensa atividade, mesmo com a emissão de raios X reduzida a uma fração do pico observado. Isso sugere que os buracos negros podem manter fluxos intensos de matéria por muito mais tempo do que se imaginava.
Em resumo, a descoberta dos pesquisadores liderados pela Universidade de Warwick desafia a teoria da indigestão cósmica e mostra que os buracos negros não são como se pensava. Eles podem expulsar parte da matéria capturada e ser mais complexos do que se imaginava.
A equipe de pesquisadores espera que essa descoberta ajude a entender melhor a natureza dos buracos negros e como eles influenciam o ambiente ao seu redor.
Agora, os cientistas precisam continuar a investigar esses objetos misteriosos e descobrir mais sobre sua natureza e comportamento.
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