Fundador da Evergrande, Xu Jiayin, recebe prisão perpétua e multas bilionárias na China

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 20/08/2026 09:00
Fundador da Evergrande, Xu Jiayin, recebe prisão perpétua e multas bilionárias na China

Foto: via SBT News

O empresário Xu Jiayin, fundador da gigante imobiliária chinesa Evergrande e internacionalmente reconhecido como Hui Ka Yan, foi sentenciado à prisão perpétua nesta quinta‑feira (20) pelo tribunal de Shenzhen, no sudeste da China, e terá que entregar todos os seus bens.

A justiça chinesa o considerou culpado por uma série de crimes, entre eles falsificação de informações financeiras, emissão fraudulenta de ações, suborno e desvio de recursos, atos praticados entre 2016 e 2021 de forma continuada e em grande escala.

De acordo com a decisão, Xu e empresas do grupo inflaram artificialmente ativos, ocultaram dívidas e controlaram instituições financeiras por meio de subornos e outros mecanismos, desviando recursos de crédito e seguros para financiar as atividades da companhia. O tribunal também apontou que Xu utilizou o cargo de presidente da Evergrande Real Estate para organizar fraudes financeiras e apropriar‑se indevidamente de recursos da empresa por meio da distribuição de dividendos.

O empresário estava em prisão domiciliar desde o final de 2023 e, em abril, declarou‑se culpado das acusações, afirmando arrependimento.

Além da pena de prisão, o tribunal de Shenzhen aplicou multas de 8,82 bilhões de yuans (cerca de R$ 7,9 bilhões) ao Evergrande Group e de 7 bilhões de yuans (aproximadamente R$ 5,4 bilhões) à Evergrande Real Estate, principal subsidiária do grupo.

Outros cinco ex‑executivos da companhia receberam sentenças que variam de seis a dezoito anos de prisão. Entre eles estão Zhen Litao, ex‑presidente da Evergrande Real Estate, e Ke Peng, ex‑presidente executivo do Evergrande Group. Segundo a emissora estatal CCTV, o caso totalizou 56 sentenças, com penas a partir de um ano e dez meses de prisão.

O tribunal determinou ainda a recuperação dos valores obtidos ilegalmente; caso esses recursos não cubram os prejuízos, os condenados deverão pagar a diferença. Em pronunciamento, a corte ressaltou que as condutas “perturbaram gravemente a ordem da economia de mercado socialista, violaram direitos de propriedade pública e privada, atentaram contra a integridade dos funcionários públicos, envolveram quantias delituosas especialmente elevadas e circunstâncias graves, causaram perdas econômicas importantes e geraram prejuízo social muito grave, devendo ser severamente punidas”.

Representantes da Assembleia Popular Nacional, do Legislativo chinês, e da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês acompanharam a leitura da sentença.

A Evergrande acumula um passivo de aproximadamente US$ 330 bilhões (cerca de R$ 1,7 trilhão) e entrou em moratória em 2021 após enfrentar grave crise de liquidez decorrente das restrições de Pequim ao financiamento de incorporadoras altamente endividadas. Desde então, a empresa tornou‑se um símbolo da prolongada crise do mercado imobiliário chinês.

Em janeiro de 2024, a justiça de Hong Kong determinou a liquidação da companhia para pagamento de credores internacionais, iniciando um processo longo e incerto, já que a maior parte dos ativos da Evergrande está na China continental, onde o sistema judicial é distinto do de Hong Kong.

As autoridades chinesas também multaram a principal subsidiária do grupo em cerca de US$ 578 milhões (aproximadamente R$ 2,9 bilhões) por inflar em mais de US$

Com informacoes de SBT News.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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