Foguete da SpaceX colide com a Lua a quase 8.700 km/h

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 05/08/2026 09:20
Foguete da SpaceX colide com a Lua a quase 8.700 km/h

Foto: via VEJA

Um pedaço do foguete Falcon 9 da SpaceX, com mais de 12 metros de comprimento e aproximadamente quatro toneladas, colidiu com a superfície da Lua nas primeiras horas desta quarta-feira, após permanecer à deriva no espaço por mais de um ano e meio.

A colisão, que estava prevista para ocorrer a cerca de 8.700 km/h, não representa qualquer risco para a Terra, mas é considerada uma oportunidade rara para pesquisadores estudarem um impacto cujos parâmetros são conhecidos com precisão.

O objeto da empresa do bilionário Elon Musk fazia parte de uma missão lançada em janeiro de 2025 para colocar os módulos lunares comerciais Blue Ghost, da Firefly Aerospace, e Resilience, da empresa japonesa Ispace, em direção ao satélite natural.

Depois de cumprir sua função, o foguete ficou sem combustível para retornar à Terra, permanecendo em órbita até ser atraído pela gravidade lunar.

A NASA estima que o impacto abrirá uma cratera de cerca de 18 metros de largura e quatro metros de profundidade na Lua, além de lançar poeira e fragmentos de rocha.

Embora a nuvem de detritos possa se estender por quilômetros, especialistas afirmam que será difícil observá-la da Terra, mesmo com equipamentos de alta qualidade, devido à localização do ponto de choque próximo à borda visível da Lua.

Astrônomos não conseguiram confirmar imediatamente a colisão, mas a agência espacial norte-americana pretende comparar imagens registradas antes e depois do impacto para analisar as alterações na superfície lunar.

Diferentemente da maioria dos lançamentos em órbita terrestre, cujos estágios de foguetes retornam à atmosfera e se desintegram ou caem no oceano, missões destinadas à Lua exigem maior impulso.

Por isso, o segundo estágio do Falcon 9 permaneceu no espaço após liberar sua carga útil.

Somente neste ano astrônomos identificaram que sua órbita terminaria em uma colisão com a Lua.

O episódio oferece uma oportunidade científica, mas também chama atenção para o destino do lixo espacial.

Com informacoes de VEJA.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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