Flávio Bolsonaro visita Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, na Cadeia Pública de Ponta Grossa e critica Alexandre de Moraes
Flávio Bolsonaro (PL), candidato à presidência, interrompeu compromissos de campanha no sábado (5) para visitar Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, que está preso na Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, Paraná.
Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. A condenação foi proferida pela 1ª turma do Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 16 de dezembro, com base em crimes que incluem: tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais; tentar depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído; destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia com violência à pessoa ou grave ameaça, contra o patrimônio da União, de Estado, do Distrito Federal, de Município ou de autarquia, fundação pública, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviços públicos e por motivo egoístico ou com prejuízo considerável para a vítima; promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa com concurso de funcionário público; destruir, inutilizar ou deteriorar bem especialmente protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial.
Além de Martins, outros cinco réus do chamado "núcleo 2" da trama golpista foram condenados, todos acusados de integrar um núcleo de organização criminosa com o objetivo de manter o ex‑presidente Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas urnas.
Martins permanecia em prisão domiciliar até 2 de janeiro deste ano, mas foi recolhido à prisão pública após descumprir medida cautelar que o proibia de usar redes sociais. A decisão de prisão foi tomada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, que destacou nos autos notícia de que o réu teria utilizado a rede social LinkedIn para busca de perfis de terceiros. Segundo Moraes, "não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta, uma vez que a própria defesa reconhece a utilização da rede social, não havendo qualquer pertinência da alegação defensiva no sentido de que as redes sociais foram utilizadas para 'preservar, organizar e auditar elementos informativos pretéritos relevantes ao exercício da ampla defesa'. O acusado demonstra total desrespeito pelas normas impostas e pelas instituições constitucionalmente democráticas".
Na visita, além de Flávio Bolsonaro, também estiveram presentes o candidato ao governo do Paraná, Sergio Moro (PL), e o candidato ao Senado, Filipe Barros (PL). Ao deixar o presídio, Flávio Bolsonaro respondeu a perguntas da imprensa e afirmou que, se a Lei da Dosimetria estivesse em vigor, Filipe Martins já estaria em casa, e qualificou o ministro Alexandre de Moraes como "laranja podre dentro do Supremo Tribunal Federal", acrescentando que o Brasil vive tempos difíceis e que seu papel como presidente seria resgatar a credibilidade das instituições, sem proteger pessoas.
Esta não é a primeira vez que o ministro Alexandre de Moraes é alvo de críticas de figuras do governo, conforme registrado em cobertura anterior do portal.
Com informacoes de G1 Política.

