Flávio Bolsonaro defende Valdemar Costa Neto contra bloqueio de bens
O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro criticou o bloqueio de R$ 119,2 milhões em bens de Valdemar Costa Neto, determinado pelo ministro Flávio Dino. A decisão atende a pedido da Polícia Federal (PF) que investiga Valdemar por controlar indicações de emendas parlamentares sem possuir mandato com auxílio de 3 servidores.
Flávio Bolsonaro declarou ser natural a atuação política de Valdemar e criticou a PF, afirmando que o órgão mobiliza recursos para atacar adversários. Valdemar Costa Neto negou as indicações de emendas. Sua defesa classificou a decisão como baseada em "premissas frágeis" que criminalizam a atividade político-partidária.
A decisão do ministro Flávio Dino suspendeu as emendas parlamentares e determinou a indisponibilidade de bens, até o limite de R$ 119,2 milhões, de Valdemar Costa Neto. A suspeita da Polícia Federal é de que Valdemar, que não tem mandato, controlava a indicação de emendas parlamentares dentro da Câmara dos Deputados, com a ajuda de três servidores da Casa.
As indicações de Valdemar eram planilhadas e encaminhadas aos ministérios responsáveis por programas utilizando nomes de deputados federais como falsos "solicitantes". A investigação aponta que, do total de R$ 119 milhões mapeados em planilhas atribuídas a Valdemar, pelo menos 21 emendas já foram efetivamente empenhadas ou pagas pelos órgãos competentes.
Procurado, Valdemar negou que tenha feito indicações de emendas e afirmou que, em determinados casos, essa é uma atribuição do líder do partido na Câmara. A defesa do presidente do PL negou que ele tenha praticado qualquer crime e afirmou que a decisão de Dino "parte de premissas frágeis" e criminaliza atividade político-partidária.
Flávio Bolsonaro reagiu publicamente à decisão do ministro Flávio Dino, escrevendo em seu perfil do X que "Lamentável ver a PF atuando de forma seletiva para constranger um adversário político do atual governo". Ele também fez críticas à autoridade policial, declarando que "A Polícia Federal, que diz não ter efetivo, nem recursos para investigar as denúncias contra Lulinha, filho do presidente Lula, mais uma vez mobiliza recursos para atacar adversários do presidente. Essa perseguição precisa parar".
Com informacoes de G1 Política.

