FIA avalia medidas legais contra assédio online após penalização de Franco Colapinto no GP da Holanda

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 25/08/2026 16:00
FIA avalia medidas legais contra assédio online após penalização de Franco Colapinto no GP da Holanda

Foto: via Motorsport.com - Fórmula 1, NASCAR, MotoGP, Fórmula Indy

A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) condenou o assédio online direcionado aos comissários do Grande Prêmio da Holanda após a aplicação de penalidades a Franco Colapinto e Arvid Lindblad por ultrapassarem sob dupla bandeira amarela na primeira volta da corrida.

No incidente, as bandeiras amarelas foram acionadas ao final da primeira volta devido a um grande acidente envolvendo Max Verstappen, que neutralizou o último setor até a reta de largada. Enquanto a primeira metade da segunda volta voltou a ter bandeira verde, a direção da corrida decidiu acionar a bandeira vermelha. Durante o período em que as bandeiras amarelas estavam em exibição, Colapinto (carro 43) completou uma ultrapassagem sobre Yuki Tsunoda (carro 22) ao sair da Curva 14, e Lindblad ultrapassou Pierre Gasly, aproveitando o vácuo antes de cruzar a linha de chegada, ambos após manobras evasivas para evitar detritos.

Os comissários da FIA redigiram o seguinte veredicto para Colapinto: "O carro 43 estava atrás do carro 22 ao entrar na Curva 14 e ultrapassou o carro 22 no setor de bandeira amarela dupla antes da linha no final da volta 1. Normalmente, tal infração requer uma penalidade de 10 segundos de stop‑and‑go, mas os comissários reconhecem as complicações causadas pela quantidade significativa de detritos na pista nesse ponto e levam isso em consideração como circunstâncias atenuantes". O mesmo texto foi emitido para Lindblad.

Colapinto classificou sua penalidade de drive‑through como "extremamente severa", argumentando que a ultrapassagem ocorreu uma fração de segundo após a ativação das bandeiras amarelas. Contudo, a letra do regulamento indica que as infrações relacionadas à segurança são tratadas com rigor, e as penalidades foram consideradas claras pelos comissários.

O patrocinador argentino de Colapinto, Mercado Livre, reagiu nas redes sociais questionando a integridade dos comissários. Sean Summers, diretor de marketing do Mercado Livre, afirmou: "Os comissários estão destruindo a integridade da F1. Nesta temporada, eles estão se mostrando péssimos e afetando os resultados das corridas. Incompetência? Desonestidade? Ambos? Há algo seriamente errado na cultura dessa organização".

Os comentários inflamados do Mercado Livre intensificaram a polêmica online, resultando em ameaças abusivas contra os comissários da FIA e críticas às contas da Alpine nas redes sociais. Um grupo vocal de torcedores argentinos acusou a equipe de não ter apoiado suficientemente Colapinto.

Em resposta, a Alpine divulgou, na segunda‑feira, a seguinte declaração: "Confiamos plenamente na FIA e nos comissários no que diz respeito à fiscalização dessas regras e à aplicação de penalidades esportivas durante uma corrida ao vivo. Acreditamos que as penalidades aplicadas pelas infrações à bandeira amarela nas primeiras voltas do GP da Holanda foram de fato severas, mas reconhecemos que elas se enquadram na punição prevista pela letra da lei e foram aplicadas de maneira consistente a todos os competidores, sendo algo que podemos analisar e com o qual podemos aprender como equipe".

A FIA, que mantém a campanha United Against Online Abuse (Unidos contra o abuso online) para combater o assédio digital no esporte, anunciou que está explorando opções legais contra os agressores. Em comunicado, a entidade declarou: "Após o GP, os comissários da FIA foram alvo de abusos online após aplicarem penalidades esportivas em conformidade com os regulamentos da FIA. A United Against Online Abuse condena todas as formas de abuso e assédio. Discordar das decisões faz parte do esporte, mas isso nunca deve justificar ataques pessoais ou ameaças".

Com informacoes de Motorsport.com - Fórmula 1, NASCAR, MotoGP, Fórmula Indy.

Tainá Ribeiro Alves

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