Fato ou Fake: tudo que foi checado nas declarações de Romeu Zema na sabatina da mídia
Na manhã desta terça‑feira (25), o candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, participou de uma sabatina conduzida pelos veículos O Globo, Valor e CBN, com a presença dos jornalistas Milton Jung, Lauro Jardim, Malu Gaspar e Maria Cristina Fernandes. A entrevista teve início às 10h30 e se estendeu por 1 hora e 30 minutos.
Na sequência da programação, a quarta‑feira (26) contará com a participação de Ronaldo Caiado (PSD), a quinta‑feira (27) receberá Renan Santos (Missão) e a sexta‑feira (28) será o turno de Augusto Cury (Avante), todos no mesmo horário. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) foram convidados, porém ainda não confirmaram presença.
Os entrevistados foram escolhidos entre os candidatos melhor posicionados na pesquisa divulgada pela Quaest na semana anterior, o primeiro levantamento contratado pela TV Globo para esta disputa eleitoral.
O time de verificação do Fato ou Fake examinou as principais afirmações de Romeu Zema. A primeira declaração, de que o Brasil continua dependente da importação de diesel e gasolina, foi confirmada como fato. Dados do anuário da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) mostram que, em 2025, o país importou 17,1 bilhões de litros de diesel – um aumento de 19,4 % em relação a 2024 – e 3,5 bilhões de litros de gasolina, alta de 27,6 %. As importações são resultado da necessidade de suprir a demanda interna, intensificada após a guerra entre Irã e Estados Unidos, que afetou a circulação global de combustíveis. A Petrobras passou a adquirir diesel da Índia e do Golfo do México, enquanto a maior proporção de etanol na gasolina ajudou a reduzir a necessidade de importação de gasolina.
A afirmação de que não abriria mão de princípios éticos, morais e de boa gestão, e que não houve escândalo ou fraude em seu governo, foi classificada como fake. Em setembro de 2025, durante o segundo mandato de Zema, a Polícia Federal deflagrou a Operação Rejeito, revelando um esquema de corrupção na concessão de licenças ambientais para projetos de mineração em Minas Gerais. A investigação atingiu dirigentes da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha). Entre os apontados, Arthur Ferreira Rezende Delfim, então diretor de regularização ambiental da Feam, teria favorecido a mineradora Fleurs Global, com indícios de pagamento de R$ 50 mil, referidos como “50 do Arthur”. Breno Esteves Lasmar, então diretor‑geral do IEF, também foi exonerado após ter firmado um Termo de Ajustamento de Conduta que beneficiou outra mineradora ligada ao esquema. Zema reconheceu que a Controladoria‑Geral do Estado já suspeitava de irregularidades e afirmou que o governo apoiaria as investigações, aguardando punição exemplar para os envolvidos.
Sobre a privatização da Copasa, Zema afirmou que o processo contou com apoio legislativo qualificado. O Projeto de Lei 4.380/25, apresentado por Zema, foi aprovado em duas votações com maioria qualificada, exigindo três quintos dos deputados estaduais. No primeiro turno, em 2 de dezembro de 2025, o PL recebeu 50 votos; no segundo turno, obteve 53 votos, superando o quórum mínimo de 48 dos 77 deputados.
A declaração de que as apostas geram bilhões de reais para o governo federal foi verificada como fato. Em 2025, a União arrecadou aproximadamente R$ 9,95 bilhões em tributos pagos por empresas de apostas e jogos. Contudo, a afirmação de que não existe nenhum programa social de apoio a pessoas viciadas em jogos foi considerada fake pelos checadores.
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Com informacoes de G1.

