Falência de fabricante de móveis da Serra decretada após rejeição de plano de recuperação
A falência de uma fabricante de móveis da Serra foi decretada após a rejeição do plano de recuperação judicial. O juiz André Dal Soglio Coelho informou que os credores recusaram a possibilidade de apresentar outra proposta de reestruturação. O grupo, formado por sete empresas, ainda tentou evitar a quebra usando o cram down, que permite ao juiz aprovar o plano mesmo sem aval da assembleia, mas se entendeu que requisitos não foram preenchidos.
Advogado da empresa, Thiago Crippa Rey, recorrerá da decisão, argumentando que houve 'irracionalidade econômica' no voto da classe trabalhista. Segundo ele, já foram pagos mais de 60% dos credores de todas as classes à vista e sem desconto. A empresa seguirá operando até a venda dos bens.
O administrador judicial da falência, Augusto Moreira Neto, diz que a intenção é vender toda a operação junta no que se chama de Unidade Produtiva Isolada (UPI). Ele acrescenta que trabalhadores e fornecedores estão sendo pagos em dia, e que quem assumir a empresa pegaria as operações funcionando e faturando.
Interessados podem apresentar propostas até 30 de setembro. Se houver apenas uma oferta, a venda será direta. Caso tenha mais propostas, haverá leilão. A empresa foi fundada em Bento Gonçalves em 1990, quando produzia estofados em uma sala de 70 metros quadrados, e chegou a ter 600 funcionários, número que agora é de 101.
Com informacoes de GZH.

