Fachin acolhe pedido da PGR para liberar documentos do caso Master
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, acolheu nesta sexta-feira (11) o pedido da Procuradoria‑Geral da República (PGR) para retirada de sigilo de documentos do caso Master.
Na resposta à PGR, Fachin deu 24 horas para que o relator das investigações, André Mendonça, liberte a documentação completa, incluindo os procedimentos vinculados à investigação principal da Operação Compliance Zero.
O órgão argumentou que a lista de documentos liberados por Mendonça não incluía diversos procedimentos ligados ao núcleo principal da investigação da Operação Compliance Zero, conforme relatado na solicitação da PGR.
O pedido, direcionado ao presidente do STF, foi assinado pelo vice‑procurador‑geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, e pelo procurador‑geral da República, Paulo Gonet, que atuarão juntos no caso.
Mais cedo, os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin encaminharam ofícios ao presidente do STF, defendendo medidas semelhantes às propostas pela PGR para ampliar o acesso aos documentos relacionados ao caso Master.
Zanin solicitou acesso a uma mídia específica relacionada ao caso, alegando que o material é necessário para a análise de requerimentos apresentados pela PGR que serão apreciados pelo tribunal na próxima semana.
Moraes defendeu o levantamento integral do sigilo dos procedimentos relacionados ao caso Master, criticando o que classificou como uma retirada “seletiva” do sigilo e afirmou que parte das peças e documentos ainda não foi disponibilizada aos integrantes da Corte, com 180 documentos e arquivos digitais excluídos do conjunto de procedimentos liberados.
A disputa expôs divergências públicas entre integrantes da Corte, a Procuradoria‑Geral da República e a direção‑geral da Polícia Federal.
Como já mostramos em nossa cobertura de 10/09, Mendonça havia retirado o sigilo das principais apurações envolvendo o Banco Master e o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro a pedido de Fachin, mas manteve em segredo outras frentes, como apurações ligadas ao senador Jaques Wagner (PT‑BA) e ao financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex‑presidente Jair Bolsonaro, que colocou sob apuração da Polícia Federal conversas entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ).
A sessão marcada para 15/09, quando o Supremo deve analisar petições ligadas às investigações, permanece agendada para avaliar a liberação de documentos e a condução das deliberações.
Com informacoes de G1 Política.

