Ex‑delegado da PF investigado no caso Marielle é preso por tentativa de furto de R$ 500 em supermercado da Barra da Tijuca
Um ex‑delegado da Polícia Federal, identificado como Hélio Khristian Cunha de Almeida, foi preso em flagrante na tarde da última quinta‑feira (dia 20) por suspeita de tentativa de furto em um supermercado localizado na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.
Segundo informações da Polícia Militar, o agente passou pelo caixa e efetuou o pagamento apenas de parte dos produtos. Os itens restantes foram recolhidos em sacolas diferentes e o suspeito tentou deixar o local com o valor total de aproximadamente R$ 500 sem concluir o pagamento. Um segurança o abordou no estacionamento, acionou a gerência e a polícia foi chamada.
Um funcionário do estabelecimento relatou que Hélio já havia adotado a mesma estratégia em outra ocasião. Na oportunidade anterior, ele foi orientado a regularizar o pagamento e liberado sem maiores consequências.
O delegado aposentado já havia sido citado nas investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Na época, a Procuradoria‑Geral da República, sob a chefia da então procuradora Raquel Dodge, denunciou Hélio Khristian por suposta tentativa de obstruir as investigações. O inquérito da Polícia Federal constatou que o ex‑PM Rodrigo Jorge Ferreira, conhecido como “Ferreirinha”, havia sido apresentado ao delegado Rivaldo Barbosa como testemunha que apontaria os supostos mandantes do crime, mas que a testemunha havia sido plantada para dificultar o avanço das apurações. Hélio foi denunciado, porém foi absolvido e o processo arquivado; o ex‑policial Ferreirinha foi condenado a quatro anos de prisão.
Além do caso Marielle, Hélio Khristian também foi alvo de outra investigação criminal. O Ministério Público Federal o denunciou por concussão em um processo relativo a supostas irregularidades na condução de um inquérito da PF aberto em 2005. A Justiça Federal o absolveu, alegando falta de provas de exigência de vantagem indevida. O ex‑delegado responde ainda a um processo administrativo disciplinar por suspeita de extorsão, mas nenhuma sanção foi aplicada em razão da prescrição.
Com informacoes de G1.

