Ex-integrante do MBL sobre Renan Santos: “Eu quero ver o cara morto”
O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) protocolou uma notícia‑crime contra Glenda Varotto na Polícia Federal de São Paulo em 27 de agosto.
O procedimento investiga áudios de Glenda Varotto com menções a um suposto plano para assassinar Renan Santos.
Glenda Varotto nega ter intenção de matar o candidato, classificando as gravações como desabafos feitos “da boca para fora”.
Uma ex‑integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), que chegou a ser anunciada como pré‑candidata a deputada federal pelo grupo, conversou durante meses sobre a possibilidade de assassinar o coordenador do MBL e candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão). “Eu quero ver o cara morto”, diz a influenciadora Glenda Varotto, conhecida como Espectro Cinza, numa gravação de áudio.
A coluna teve acesso a um conjunto de 378 arquivos sobre Glenda, incluindo fotos, vídeos e, principalmente, gravações de áudio coletadas ao longo de meses. Os arquivos contam uma história de paixão, desilusão e vingança.
Glenda diz a um confidente, que a gravou, querer um romance com Renan Santos. O presidenciável não a corresponde. A partir daí, Glenda procura outros ex‑integrantes rompidos com o MBL para planejar formas de causar, nas palavras dela, “irritação, aborrecimento, ódio, vergonha, humilhação” ao presidenciável.
“Por mim, desde que ele esteja morto, eu tô feliz. Essa bosta desse cara aí pode instaurar Terceira Guerra Mundial, Terceiro Reich, sei lá, foda‑se, eu só quero esse cara morto. Esse demônio. Esse fodido”, diz Glenda, de 34 anos, numa das gravações obtidas no canal de WhatsApp do Metrópoles.
Renan Santos, 42 anos, participa de sua primeira eleição este ano como candidato à Presidência pelo partido Missão. A legenda, criada por militantes do MBL, obteve o registro no TSE em novembro de 2025.
Na última pesquisa AtlasIntel, Renan aparece em terceiro lugar, com 5,1% das intenções de voto.
Natural de Carazinho (RS), Glenda se apresenta no Instagram como “palestrante, escritora e criadora do Conciliacionismo (de gênero)”. Atualmente, ela tem 180 mil seguidores na rede.
“Não quis me comer, bem feito. Destruí sua vida (risos). Era só ter me comido. Não quis, se fodeu. É isso que acontece com todos os homens que não transam comigo”.
Glenda se aproximou do MBL em 2024 e entrou oficialmente para o movimento no começo de 2025. Foi contratada para escrever artigos para a revista cultural do movimento, a Valete, e ganhava comissão por venda de produtos. Ela rompeu com o grupo no fim de abril deste ano.
A maioria dos arquivos foi produzida entre janeiro e agosto deste ano por um amigo e ex‑professor de inglês de Glenda. Ele disse ter ficado preocupado com as menções frequentes a violência física. “Não acho que você quer matar mais ninguém, só ele (Renan)”, diz o professor numa das conversas com Glenda, no começo de agosto. “Não, claro, é só ele. Que ele merece (morrer), porque é uma pessoa horrível”, responde Glenda.
Nas conversas, também aparecem menções constantes a outros ex‑integrantes do MBL que romperam com o grupo e que hoje são detratores. “E não é só eu (que quer a morte de Renan Santos). O Ben (Pontes) quer, a Mabel (Palumbo) quer, o (Gabriel) Costenaro quer”, diz ela na mesma conversa com o ex‑professor de inglês. “Domingo eu vou encontrar ele (Costenaro), (Matheus) Faustino (ex‑porta‑voz do MBL), Ben… todos os ferrados”, relata em áudio de meados de junho. “Eu falei para ele (Costenaro): o Renan é uma pessoa extremamente temperamental e muito sensível”.
Com informacoes de Metrópoles.

