EUA Confirmam Tarifa Adicional de 25% Sobre Produtos Brasileiros
Os EUA confirmaram uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, que entrará em vigor no dia 22 de julho. A medida decorre de uma investigação baseada na Seção 301, na qual o governo americano alega que o Brasil adota práticas comerciais desleais que oneram o comércio bilateral.
Interlocutores do governo brasileiro apontam que os temas questionados pelos EUA são inegociáveis e consideram que a aplicação da nova tarifa é uma decisão estritamente política. O governo Lula pretende analisar a lista final de produtos atingidos para definir se continuará as negociações ou se adotará medidas da Lei de Reciprocidade Econômica.
A tarifa de 25% será aplicada a produtos como etanol, máquinas agrícolas e papel, mas não será aplicada a mercadorias que já tiverem deixado o Brasil em direção aos EUA. Além disso, os EUA também estão considerando a aplicação de uma taxa adicional de 12,5% para 60 economias, incluindo o Brasil, por não adotarem medidas suficientes para impedir a circulação de produtos fabricados com trabalho forçado.
Como já mostramos anteriormente, a aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros pode ter um impacto significativo no agronegócio brasileiro, que busca novos mercados após a aplicação de tarifa adicional de 25% pelos EUA. A decisão dos EUA também pode ser vista como uma decisão política, considerando que os temas questionados pelos EUA são inegociáveis para o governo brasileiro.
A investigação do órgão comercial americano foi encerrada após análises e negociações entre os governos Lula e Trump. A Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 permite ao governo dos EUA investigar políticas e práticas de outros países que possam prejudicar empresas ou exportadores americanos.
O governo americano diz que busca apenas reverter práticas comerciais que prejudicam a competitividade dos EUA. No entanto, as autoridades brasileiras consideram que a aplicação da nova tarifa é uma decisão política e que os temas questionados pelos EUA são inegociáveis.
Com informacoes de G1 Agronegócios.

