Estudo detecta 25 tipos de agrotóxicos no rio Tietê
Um estudo da SOS Mata Atlântica detectou 25 tipos de agrotóxicos em coletas de água realizadas em 14 pontos diferentes do rio Tietê. As amostras continham herbicidas, fungicidas e inseticidas, substâncias amplamente utilizadas em plantações de cana-de-açúcar, soja e citros na bacia.
A pesquisa identificou a presença de atrazina em níveis acima do limite permitido. O herbicida é proibido na União Europeia por riscos à saúde. A expedição ocorreu entre os dias 9 e 14 de junho de 2025, e foram identificados microplásticos e 16 substâncias entre medicamentos e drogas ilícitas.
Os herbicidas tebutiurom e clomazona foram encontrados em todos os pontos de coleta ao longo do rio. As maiores concentrações dessas substâncias foram registradas no trecho entre Pirapora do Bom Jesus e Barra Bonita, região marcada pela intensa atividade agrícola.
Segundo o estudo, os fungicidas e inseticidas encontrados no rio podem prejudicar peixes e outros organismos aquáticos. Entre os impactos estão alterações no funcionamento do organismo desses animais, mudanças de comportamento e desequilíbrios na cadeia alimentar.
A expedição percorreu mais de 1.100 quilômetros do rio Tietê, da nascente, em Salesópolis, até a foz no rio Paraná, em Itapura. Além dos agrotóxicos, as análises identificaram microplásticos em todos os pontos de coleta e 16 substâncias, entre medicamentos e drogas ilícitas, incluindo cocaína.
Com informacoes de G1 Agronegócios.

