Estádio General Pablo Rojas recebe Palmeiras em duelo de Libertadores com campo mais curto e tecnologia brasileira

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 19/08/2026 13:20
Estádio General Pablo Rojas recebe Palmeiras em duelo de Libertadores com campo mais curto e tecnologia brasileira

Foto: via GE

Após dois anos e oito meses de obras, o estádio localizado no bairro Obrero, em Assunção, foi concluído e hoje é considerado o mais moderno do Paraguai. Batizado oficialmente como General Pablo Rojas, o local recebeu o apelido de La Nueva Olla nos últimos anos e será o cenário da partida entre Cerro Porteño e Palmeiras, marcada para as 19h desta quarta-feira, nas oitavas de final da CONMEBOL Libertadores.

O estádio incorpora tecnologia desenvolvida por empresa brasileira, que forneceu os painéis de LED instalados ao redor do gramado, incluindo um painel Full Color de 135 m² e painéis perimetrais de um metro de altura. O controle de acesso também foi modernizado com sistemas de validação via QR Code e RFID, substituindo o tradicional código de barras.

O gramado utilizado nesta partida não é o mesmo da fase de grupos. Durante a pausa da Copa do Mundo de 2026, foram plantadas novas sementes que resultaram na chamada grama de inverno. O campo foi medido pelo delegado da partida e, segundo a CONMEBOL, está dentro dos parâmetros permitidos.

O Cerro Porteño informou que optou por utilizar as menores dimensões autorizadas, que são, no mínimo, 100 m de comprimento por 64 m de largura, como estratégia de jogo. A FIFA estabelece como padrão 105 m × 68 m, mas permite campos entre 100 m e 110 m de comprimento e entre 64 m e 70 m de largura em competições internacionais. Na fase de grupos, o campo tinha 105 m de comprimento e 64 m de largura.

Em resposta ao episódio, a CONMEBOL definiu um protocolo que obriga as equipes a confirmarem oficialmente as dimensões de seus campos antes da quarta rodada da fase de grupos, mantendo as marcações até as fases finais do torneio.

O estádio foi originalmente construído sob a liderança do militar General Pablo Rojas, que presidiu o clube de 1959 a 1973 e conduziu as obras em 1970. O terreno ocupa quatro quarteirões e, inicialmente, comportava entre 28 mil e 30 mil torcedores, sendo popularmente chamado de La Olla.

Mais de quatro décadas depois, a reforma ampliou a capacidade para 45 mil lugares ao acrescentar o anel superior das arquibancadas, conferindo ao estádio o novo nome La Nueva Olla. Essa transformação contou com a participação direta dos torcedores: entre janeiro de 2015 e agosto de 2017, dezenas de membros das principais torcidas organizadas foram treinados em alvenaria e atuaram como pedreiros nas obras, tendo seus nomes gravados nos muros do alambrado ao lado da frase “Capital do sentimento. Bairro de paixão, descontrole e muita raça”.

Além da modernização das arquibancadas e dos espaços internos, a estrutura de acesso foi atualizada com as soluções brasileiras mencionadas, sem perder a identidade de estádio, ao contrário de arenas multiuso.

O CEO da Imply, Tironi Paz Ortiz, responsável pelas operações do Nueva Olla e de outros estádios no Brasil, como o Nubank Parque do Palmeiras, destacou que a inovação eleva a experiência do público e o padrão da infraestrutura futebolística no país.

Embora o La Nueva Olla ainda não utilize reconhecimento facial, o recurso está em avaliação. O ministro do Interior do Paraguai, Enrique Riera, anunciou que a tecnologia será implementada gradualmente, após um incidente envolvendo torcedores do Cerro Porteño e do Olímpia que resultou no cancelamento de um clássico.

Com informacoes de GE.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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