Especialista Desvenda Segredos de Imagens Geradas por IA

Por Cosmo Ricardo Nunes em Rio Verde, GO 11/07/2026 13:53
Especialista Desvenda Segredos de Imagens Geradas por IA

Foto: artificial não se encontram (Imagem: Reprodução

O especialista em forense digital Hany Farid utiliza princípios básicos da física e da geometria para identificar imagens geradas por inteligência artificial. A metodologia foca na análise de linhas paralelas e projeções de sombras, elementos que os modelos generativos atuais ainda não conseguem replicar com exatidão matemática. Farid, que atua como professor na Universidade da Califórnia em Berkeley e acumula mais de duas décadas de experiência na validação de mídias digitais, aponta que a simulação do mundo real envolve variáveis complexas.

O sistema visual humano costuma ignorar pequenas distorções geométricas em fotografias, o que reduz o incentivo para que as empresas de tecnologia aperfeiçoem a física de seus modelos generativos. No entanto, a análise pericial rigorosa consegue expor essas inconsistências por meio de reconstruções tridimensionais. O princípio fundamental se baseia na regra de que linhas que correm paralelas na realidade precisam convergir para um único ponto de fuga na imagem. Isso se aplica tanto a estruturas lineares do cenário quanto à direção dos raios solares.

Como o Sol está distante da Terra, os seus raios chegam de forma paralela à superfície, o que exige que as linhas que conectam os pontos de um objeto às suas respectivas sombras também se cruzem exatamente no mesmo ponto de fuga. Em uma imagem autêntica, as linhas paralelas de estruturas físicas convergem de forma precisa para um único ponto de fuga. Já as imagens geradas por inteligência artificial costumam falhar na correspondência geométrica, fazendo com que as linhas de projeção das sombras se cruzem de forma desordenada.

Além da verificação geométrica e física, o mercado de segurança digital desenvolve soluções automatizadas para rastrear a origem de arquivos manipulados. O sistema SynthID, criado pelo Google, surge como uma das principais ferramentas institucionais ao aplicar uma marca-d'água digital imperceptível diretamente nos pixels de imagens, áudios e vídeos gerados por inteligência artificial. Essa tecnologia resistirá a edições comuns, como cortes ou compressões de arquivo, permitindo que plataformas verifiquem a procedência do conteúdo de forma automatizada.

Especialistas do setor também utilizam softwares de leitura labial automatizada para identificar deepfakes em formato de vídeo. Esse método confronta os movimentos da boca com as frequências sonoras do áudio, revelando incompatibilidades difíceis de mitigar manualmente pelos clonadores de voz. A rápida evolução dos modelos generativos traz desafios para os critérios visuais utilizados para desmascarar falsificações, exigindo inovação constante nas metodologias de perícia digital.

Com informacoes de Canaltech.

Cosmo Ricardo Nunes

Sobre o Autor: Cosmo Ricardo Nunes

Cosmo é o olho do MOTNAF.NEWS voltado pro infinito. De lançamentos da NASA e SpaceX a buracos negros, eclipses, missões a Marte e as descobertas que mudam nossa visão do universo, ele traduz o que rola lá em cima numa linguagem que qualquer terráqueo entende. Se aconteceu no espaço, o Cosmo já está de telescópio apontado.