Equipe de Prince esclarece uso de IA em álbum póstumo ‘Timeless’
O álbum póstumo de faixas inéditas de Prince, Timeless, foi lançado em 28 de agosto, no décimo aniversário da morte do cantor.
O projeto, organizado pelo espólio de Prince em parceria com a Legacy Recordings, reúne 10 gravações raras e inéditas extraídas do arquivo do artista, cobrindo uma trajetória que vai de 1977 a 2016.
Alguns fãs manifestaram preocupação com o possível uso de inteligência artificial no álbum, particularmente na música “Calabama”.
Os representantes de Prince se pronunciaram sobre os rumores nesta quinta‑feira, 3 de setembro, esclarecendo que a faixa contém overdubs, ou seja, gravações de instrumentos adicionadas posteriormente.
“Em consonância com a abordagem de composição e produção de Prince em diversas gravações anteriores, um grupo de músicos de sopro que tocaram com ele foi reunido para adicionar a linha de sopros à faixa de sintetizador original, e essa versão foi lançada em ‘Timeless’”, explicaram, segundo comunicado repassado ao NME.
De acordo com o comunicado, todas as partes originais gravadas por Prince permanecem intactas, enquanto o trombone, o saxofone e o trompete foram adicionados por Greg Boyer, Adrian Crutchfield e Lynn Grissett, respectivamente.
Os músicos “tinham laços estreitos com Prince e foram creditados na capa do álbum”.
Com exceção de “Calabama”, o comunicado afirma que não houve “nenhuma sobreposição de faixas” em outras músicas, e que “nenhuma inteligência artificial jamais foi usada em qualquer música de Prince”.
Os representantes também disseram que desejam “fornecer ainda mais detalhes sobre o lançamento da música” aos fãs para maior clareza.
O comunicado ainda ressalta que o acervo do cantor tem “tamanho imenso e profundidade histórica”, e que o fato de algumas músicas não estarem finalizadas não deve “impedir” que sejam disponibilizadas.
“Alguns podem se opor à conclusão da parte inacabada de ‘Calabama’ (mesmo usando os músicos escolhidos a dedo por Prince e alinhada com sua intenção criativa), enquanto outros têm sido muito favoráveis a ela e à música em geral (o que agradecemos)”, continua o comunicado.
“Para concluir, ninguém, nem apenas uma ou duas pessoas, é responsável pelos negócios de Prince e todos nós desejamos promover uma comunicação saudável dentro da comunidade Prince.”
Segundo a Rolling Stone, a coletânea Timeless “parece ter sido montada às pressas em uns 15 minutos. Ela é simplesmente chapada, como uma água com gás esquecida ao sol”.
A crítica ainda questiona: “Por que Prince foi o popstar definitivo? Aqui há pouquíssimas pistas de resposta”.
O post “Equipe de Prince responde à rumores sobre uso de IA em novo álbum ‘Timeless’” apareceu primeiro em Rolling Stone Brasil.
Com informacoes de Rolling Stone Brasil.

