El Niño histórico impulsiona sequência de três furacões no Pacífico
O fenômeno climático El Niño, em sua fase mais intensa já registrada, elevou a temperatura das águas do Oceano Pacífico, criando condições favoráveis para a formação de tempestades e ciclones atípicos.
Na manhã de quinta‑feira, 3 de setembro, três furacões cruzaram o Pacífico: os ciclones Karina e Lowell, ambos classificados como categoria 4, e a tempestade tropical Marie, que se intensificou e atingiu força de furacão ao final da noite de quarta‑feira próximo à costa da Baja Califórnia.
Julia Cole, climatologista da Universidade de Michigan, afirmou à AFP que a ocorrência de três furacões ativos simultaneamente é “definitivamente rara de observar” e explicou que o aquecimento provocado pelo El Niño fornece a energia necessária para que as tempestades se desenvolvam sobre águas quentes.
O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) informou que o furacão Lowell encontrava‑se a 710 quilômetros ao sul de Hilo, no Havaí, e que as ondas geradas por Lowell avançariam para o norte, podendo impactar áreas costeiras havaianas nos próximos dias com ventos e chuvas intensas.
Em 2015, um El Niño igualmente forte desencadeou uma sequência de quatro ciclones no Pacífico, demonstrando a relação entre a intensidade do fenômeno e a frequência de tempestades.
Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há 69 % de chance de que o El Niño de 2024 se torne o mais intenso já registrado. O fenômeno ocorre a cada dois a sete anos, quando os ventos alísios enfraquecem, permitindo que águas quentes do Pacífico Ocidental subam à superfície e se desloquem para o leste, elevando as temperaturas oceânicas por vários meses e estimulando a geração de tempestades que afetam a atmosfera global.
Os oceanos permaneceram próximos ao recorde de calor em março, sinalizando o provável retorno do El Niño, conforme apontado por análises recentes. Foto: Handout / NOAA / AFP.
Com informacoes de Correio do Povo.

