El Niño 2024 bate recordes históricos e pode causar fome para 49 milhões de pessoas

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 02/09/2026 18:20
El Niño 2024 bate recordes históricos e pode causar fome para 49 milhões de pessoas

Foto: via Folha de S.Paulo

O El Niño que se desenvolve em 2024 está se consolidando como o mais forte registrado nos últimos 80 anos, com cientistas apontando para um pico de intensidade ainda maior até dezembro, período tradicional de auge do fenômeno.

De acordo com projeções do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, a intensificação desse evento pode levar 49 milhões de pessoas à fome, além de elevar temporariamente as temperaturas globais, que já estavam em ascensão devido às mudanças climáticas.

Para ser classificado como super El Niño, as temperaturas da superfície do oceano Pacífico precisam ficar 2 °C acima da média histórica; entretanto, as medições deste ano indicam que o fenômeno ultrapassará esse critério com folga, superando os fortes El Niños de 1997, 2015 e 2023.

É raro observar três El Niños intensos em um intervalo de 11 anos, e a comunidade científica ainda debate se essa sequência é mera coincidência ou reflexo de uma maior frequência e intensidade provocadas pelas mudanças climáticas.

As temperaturas da superfície do Pacífico, que normalmente atingem cerca de 28 °C em maio e declinam suavemente durante o verão do Hemisfério Norte, permaneceram acima de 29 °C em julho e agosto – um recorde nunca antes registrado.

Esse aquecimento ocorre em um oceano que tem aumentado sua temperatura ao longo de décadas, absorvendo o calor gerado pelas emissões de gases de efeito estufa provenientes das atividades humanas.

No sábado, dia 22, a temperatura média diária da superfície dos oceanos em todo o mundo chegou a 21,1 °C, segundo o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus da Europa, superando o recorde anterior estabelecido em março de 2024.

O calor acumulado no Pacífico tropical está também elevando as temperaturas do ar globalmente; eventos de El Niño recentes têm gerado recordes anuais de calor no ano subsequente à sua formação.

Os especialistas esperam que 2027 se torne o ano mais quente já registrado, enquanto o ano de 2026 tem sua trajetória climática alterada: o primeiro semestre foi mais quente que décadas anteriores, mas ainda não alcançou os recordes de 2024; entretanto, os dias recentes de agosto superaram temperaturas de qualquer data equivalente em anos anteriores.

Com informacoes de Folha de S.Paulo.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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