Dois homens de 34 anos são mortos a tiros na Avenida Max Teixeira, em Manaus
Dois homens de 34 anos foram mortos a tiros na Avenida Max Teixeira, no bairro Colônia Santo Antônio, Zona Norte de Manaus, na madrugada deste domingo (13).
As vítimas foram identificadas como José Wilkson Cunha da Silva, conhecido como "Big Loiro", e Geiderson Souza dos Passos, ambos com 34 anos.
Segundo a Polícia Militar, o carro onde estavam as vítimas colidiu contra um poste de energia elétrica dentro das dependências de um posto de combustíveis. Ao chegar ao local, os policiais encontraram os dois homens já sem vida no interior do veículo, com marcas de disparos na cabeça, no tórax e nas costas.
Testemunhas relataram que o carro estava estacionado no posto aparentemente aguardando alguém quando uma motocicleta preta, com dois ocupantes, se aproximou. O passageiro da moto teria emparelhado com o veículo e efetuado diversos disparos contra os ocupantes. Após os tiros, o motorista tentou deixar o local, mas perdeu o controle da direção e bateu de frente contra o poste.
A perícia recolheu 14 estojos de munição calibre .40 na cena do crime. Após os procedimentos periciais, o veículo foi removido para a sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
A Polícia Civil do Amazonas está investigando o duplo homicídio, buscando identificar os autores dos disparos e a motivação do crime. Até o momento, a autoria e o motivo permanecem desconhecidos.
José Wilkson Cunha da Silva ficou conhecido por ter sido condenado pela Justiça em dezembro de 2019 a 6 anos e 6 meses de prisão em regime fechado por comandar, de dentro do sistema prisional, um esquema de roubos que visava vítimas atraídas por anúncios em sites de compra e venda. Motoristas de aplicativo eram usados nas ações criminosas, chegando a ser vítimas dos próprios assaltos. Um dos casos mais notórios ocorreu em janeiro de 2018, quando um motorista de aplicativo foi rendido e colocado no porta‑malas do próprio carro, que depois foi utilizado pelos criminosos para praticar assaltos em Manaus.
Na sentença de dezembro de 2019, Wilkson foi condenado por roubo e corrupção de menores, sendo apontado que ele coordenava as ações criminosas por meio de um aparelho celular enquanto estava preso.
Os familiares das vítimas registraram o caso na delegacia ainda no domingo (13).
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Com informacoes de G1.

